O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 30/08/2019
De acordo com Heráclito, filósofo pré-socrático, as coisas se transformam infinitamente a cada instante. Visto isso, as startups do ramo de educação, empresas que visam desenvolver modelos de instituição de ensino mais atrativas e adaptadas as mudanças tecnológicas, encontram no Brasil um amplo mercado, devido ao sistema arcaico, tanto na didática quanto na gestão, que predomina. Nesse cenário, essas empresas proporcionam grandes benefícios e inovações a educação do país.
Primeiramente, é notável que o modelo educacional brasileiro apresenta-se defasado, pois o mesmo não acompanhou as mudanças sociais durante os séculos. Segundo a pesquisa divulgada pela Person, jovens entre 14 e 23 anos, tem os aplicativos como método preferido de aprendizagem. Isso acontece porque, as tecnologias trazem flexibilidade e interatividade aos estudos, e as startups como fruto desse mundo moderno tem grandes facilidades para se inovar e solucionar esses desafios. Desse modo, a presença dessas empresas traz investimentos estruturais a educação, além de se estabelecer como ponte entre instituição e aluno.
Em segundo plano, a presença das Edtechs no âmbito administrativo traz agilidade ao corpo de professores das escolas, no ramo burocrático. Sob ótica do teórico da comunicação Marshall Mc Luhan “Os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam o homem”. Nessa perspectiva, é nítido que os novos modelos de empresas informais, está revolucionando os mercados defasados pelo tempo, com isso, os funcionário da instituição conquistam uma maior maleabilidade quanto as formas de lecionar, já que estes não terão que dedicar grande parte do tempo em assuntos técnicos. Consequentemente, a interação e compartilhamento de modelos didático entre profissionais se expande, melhorando assim todos os níveis de um meio educacional.
É imprescindível, portanto, a resolução de tal problemática. Assim cabe ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, promover a inserção de startups educacionais na educação pública, através de contratos que tenha como intuito facilitar a vida dos professores e atrair os alunos, sendo este por sites ou aplicativos, proporcionando uma diminuição na evasão escolar. Dessa forma, o Brasil poderá aumentar sua colocação como ambiente promissor para as startups, já que o próprio governo apresentará empatia pelos novos modelos de negócios. Compreende-se que tomada estas medidas faria o país não apenas sofrer as mudanças mas acompanha-las.