O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 28/08/2019

Na atual Constituição Cidadã, promulgada em 1988, o pleno acesso a educação gratuita é um direito inalienável da população civil. Todavia, nota-se uma realidade contraditória, haja vista a ineficiência estatal na garantia desse direito, necessitando-se, assim, de meios alternativos como as startups para proporcionar a democratização do ensino. Logo, o baixo custo e a praticidade de veiculação dessas empresas são fundamentais na disseminação de educação de qualidade, hoje, extremamente elitista.

Em primeira análise, pontua-se que o sistema educacional do Brasil é extremamente defasado e ineficaz na formação do cidadão que, muitas vezes, concluí o ensino médio com ínfima bagagem de ensino. Afinal, de acordo com o site G1, 1 em cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, obtiveram péssimo ensino básico. Nesse contexo, as startups de educação via internet, por exemplo, são de suma importância na inversão dessa problemática, visto que permitem o acesso ao conteúdo em qualquer lugar do país. Sendo assim, a atuação das startups pode ser utilizada como ferramenta colaborativa para agregar nos métodos tradicionais de ensino.

Além disso, deve-se ressaltar que, devido ao alto custo das escolas particulares, muitos civis, sem base educacional, possuem dificuldades em adentrar nas instituições universitárias. Sob essa ótica, ‘‘Edtechs’’, que são startups de educação, são essenciais no auxílio desses cidadãos com cursinhos online como o Descomplica, por exemplo, voltado a vestibulares. Portanto, a inclusão da populacão economicamente prejudicada, no âmbito acadêmico, possibilita a expansão do densenvolvimento social no país.

Diante dos fatos supracitados, é preciso que o Poder Público, por meio da captação de recursos do Produto Interno Bruto, crie o ‘‘Crédito Startup’’ que será um incentivo financeiro, na forma de empréstimo, disponibilizado aos cidadãos que objetivam a criação de uma startup. Desse modo, esse estímulo fiscal será importante na manutenção inicial das novas startups, no fito de evitar falência. Por fim, a longo prazo, a expansão do acesso a educação será notória, pondo fim ao elitismo educacional do Brasil.