O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 06/09/2019

É correto afirmar que a educação mundial conta cada vez mais com as Startups para implementar um modelo educacional que se adeque aos novos mecanismos proporcionados pelo avanço da tecnologia. No Brasil, isso não é diferente, a Edtech (Tecnologia educacional), tem o importante papel de oferecer ensino de qualidade a todos, porém, as condicionantes de custo e distribuição espacial inviabilizam o acesso a esse ensino em diversos setores do país.

Primordialmente, pode-se citar os cursos online de pré-vestibular, a exemplo do Descomplica, como Startups que têm influência no processo educacional. Que empregam inovação e possuem fácil adaptação frente ao contexto social contemporâneo, visto que, hoje, os estudantes estão mais conectados às tecnologias. No entanto, tais plataformas são comumente privadas e trazem consigo uma elitização dos conteúdos, logo, a população de baixa renda do país fica, muitas vezes, inviabilizada em adquiri-las.

Além disso, é importante observar a disposição espacial das referidas empresas. Segundo a Associação Brasileira de Startups–Abstartup-, grande parte das Edtechs estão concentradas no Sul e Sudeste, todavia, Estados como Roraima e Alagoas possuem apenas 0,27% das mesmas. Por conseguinte, os educandos que vivem nos territórios afastados dos grandes centros ficam sujeitos à não democratização do ensino, pois esse não terá igual investimento, haja vista a baixa concentração de companhias nesses locais.

Logo, o Ministério da Educação (MEC) é um importante mediador na permanência da educação inovadora. Em parceria com as Startups, deve-se promover a distribuição de bolsas em plataformas de ensino pré-vestibular, mediante pesquisa sobre o perfil do candidato a fim de selecionar aqueles que não podem pagar pelos acessos. Além de investir nas Edtechs em todos os Estados, garantindo assim, a democratização da educação de qualidade, sem exclusão, em todo o território brasileiro.