O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 04/09/2019
O desenvolvimento tecnológico promovido expressivamente durante o período da Segunda Guerra Mundial, com o lançamento de computadores para fins informativos e comunicativos, é, atualmente, o que rege o mundo globalizado. Dentro desse cenário, a evolução da internet permitiu o estabelecimento de startups - empresas recém fundadas que buscam inovar um modelo de negócio - voltadas à área da educação no Brasil. Diante disso, ressalta-se o poder dessas instituições, geralmente de base tecnológica, em suprir a deficiência do setor educacional no país. No entanto, a falta de atuação pública e o desafio de conciliar o ambiente virtual com o escolar são barreiras na efetivação desse fim.
Sob esse viés, é palpável afirmar que as startups relacionadas à educação, também conhecidas como edtechs, são essenciais para a melhoria desse setor da sociedade, visto que se trata de empresas com facilidade de adaptação às exigência do mercado de trabalho trazidas pelo avanço digital. Isto é, em virtude de sua afinidade com a tecnologia, que, segundo o empresário americano Steve Jobs, move o mundo, essas instituições emergentes têm a capacidade de integrar o ambiente virtual e educacional de maneira a atender as carências, reflexo da estagnação em meio ao desenvolvimento, dessa área. Assim, torna-se evidente que as startups de ensino no Brasil são indispensáveis para sanar diversas questões, como o uso de tecnologia nas aulas e o acesso democrático ao saber.
Ainda nesse contexto, malgrado as edtechs mostrem-se fundamentais ao progresso do sistema educacional brasileiro, visto que possuem o objetivo de aprimorar determinada atividade, a escassez de atuação governamental é um empecilho para lograr esse propósito. Ou seja, mesmo que o Brasil possua grande quantidade de startups direcionadas ao ensino, cerca de 297 consoante dados da Liga Insights, a implementação dessas empresas em escolas é um desafio, porquanto há inúmeros processos burocráticos na execução dessa união. Como produto disso, a educação permanece inerte em meio a revolução técnica, cientifica e informacional criada pela era da tecnologia.
Faz-se visível, portanto, que, inobstante as edtechs tenham um papel essencial à melhoria no setor educacional brasileiro ainda não são vistas com o devido valor pelo setor público. Desse modo, com o fito de promover a efetividade no papel dessas empresas emergentes, é necessário que o Estado, por meio do redirecionamento de verbas direcionadas a material didático, invista da aquisição de computadores e contratação de startups de educação, de modo a oferecer aos alunos formação baseada não só no ensino tradicional mas também na tecnologia moderna, para com isso estabelecer um novo modelo de ensino conveniente às demandas que surgiram após o advento da globalização.