O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 11/09/2019

Inovação e rápidas mudanças fazem parte do dia-a-dia de sociedade industrial. Aliado a isso, muito se discute sobre os desafios da educação no Século XXI, a questão da rigidez no ensino, a didática e sua relação com a tecnologia. Inquestionavelmente, a esse respeito, as startups de educação tem papel importante na educação brasileira, pois além de se adequar ao novo perfil dos alunos, também promove mais flexibilidade na educação. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para que haja maior integração entre esse novo modelo educacional e a didática das escolas nacionais.

Primeiramente, é preciso ter a consciência que o perfil do aluno mudou drasticamente no Século XXI, principalmente por ter acesso a tecnologia facilitado, os discentes tornaram-se bem mais dinâmicos, multitarefas e seu interesse por aparatos tecnológicos aumentou.. Porém, em contrapartida, muitas escolas brasileiras utilizam técnicas de ensino dos séculos passados. Entretando, segundo estudo do Programa Internacional de Avaliação de Estudante (PISA em inglês) - o interesse pelo aprendizado é um pilar importante para a educação efetiva- ao passo que, torna-se fulcral a adoção de técnicas de ensino modernas, as quais atendam os anseios e necessidades do novo público estudantil, inovações essas trazidas pelas startups.

Por conseguinte, as startups de educação promovem essa flexibilidade, por se tratarem de empresa de tecnologia, estão sempre antenadas as mudanças de perfil, tanto dos estudantes quanto do mercado de trabalho. Sem dúvida, uma característica importante para haver alinhamento entre, o que se vive e ensina, dentro e fora da escola. Ademais, segundo Comenius, considerado o pai da didática, em sua obra “Didática Magna” - é importante que haja a adequação da forma como se adquire o conhecimento - e isso sem dúvida deve levar em conta a questão do contexto que se vive fora das instituições de ensino.

É preciso, portanto, que haja maior sintonia entre, a escola e o mundo. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação (MEC) promover a modernização do ensino, por meio de investimento em tecnologia educacional, ou seja, tablets, computadores nas escolas, contratação de Startups com plataforma de ensino digital, de forma a dinamificar e complementar o ensino, de maneira a atender o novo perfil de aluno. Além disso, cabe ao MEC e o Ministério da economia acompanhar essa tendência de modernização da educação, por intermédio de incentivos fiscais para criação de startups, e ainda facilitar sua interação com as escolas, a partir da diminuição da burocracia, com o intuito de obter escolas mais flexíveis e efetivas.