O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 30/09/2019
O cenário mundial após a guerra fria e o advento da globalização propiciaram profundas mudanças estruturais na sociedade. Dentre estas, encontra-se o surgimento e a sedimentação de tecnopolos - centros educacionais de alto poder tecnológico - como o Vale do Silício na Califórnia, que se destaca na revolução 4.0, inteligência artificial e impressoras 3D. Assim, pode-se inferir que a incorporação da tecnologia na esfera educacional é fundamental para ampliar o acesso à informação, através de estratégias dinâmicas e de fácil acesso. No entanto, identifica-se que a adesão de startups na educação não garante a efetiva aprendizagem tendo em vista a heterogênea população, dessa forma convém abordar os aspectos limitantes e avanços dessa ferramenta em expansão.
Primeiramente, identifica-se como entrave as grandes disparidades sociais e econômicas do Brasil, uma vez que, apesar do PIB relativamente alto, apresenta IDH baixo. Fato este que corrobora com os índices de pesquisa da StartaSe, que mostram graves problemas de acesso à informação e baixa taxa de pessoas com ensino superior. Porém, há aceleradas transformações no desenvolvimento de metodologias ativas, a partir de estudo híbrido, na qual permite maior interação e troca de conhecimentos mútuos, o que mostra um ambiente promissor para modificar esse cenário.
Em virtude dessa conjuntura, constata-se a incorporação de inúmeros benefícios do uso de tecnologias à educação, tais como: o aprimoramento do ensino, estimula novas competências e encurta as distâncias entre aluno e professor. Logo, ela pode ser materializada com o uso de startups, que são modelos inovadores que podem ser reproduzidos em grandes escalas. Nesse contexto, inserimos cursos online, EAD, games interativos, dentre outras diversas ferramentas. Em suma, a conexão informacional com a popularização da internet apresenta cenário propício para minimizar a gigantesca desigualdade entre os brasileiros.
Fica claro, portante, a necessidade em estimular e desenvolver startups voltados para à educação. Para isso, o Ministério da Educação deve ampliar o acesso a EAD e cursos profissionalizantes online, de modo gratuito para os alunos da rede pública, a fim de diminuir as fragilidades e promover a tão almejada equidade social. Dessa forma, potencializa a transição econômica de grupos vulneráveis para classes compatíveis com a dignidade humana.