O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 23/10/2019

O sistema educacional brasileiro é um tema recorrente em debates. Logo, é perceptível o modelo fordista de Segunda Revolução Industrial imposto, sempre pensando na quantidade de escolas e não na qualidade do ensino. Para a resolução do impasse, surgiram as startups de educação, visando melhorar o panorama pedagógico. Entretanto, problemas como a presença física de alunos e a desigualdade regional devem ser analisados.

Em primeira instância, cabe ressaltar o processo de socialização. Segundo o filósofo Aristóteles, o homem é, naturalmente, um ser social. Sendo assim, o indivíduo é produto do meio em que vive, compartilhando experiências e conhecimento. Contudo, grande parte das atividades escolares das edtechs são feitas via internet, prejudicando a interação com diferentes realidades e tornando o sujeito alheio a outras condições de vida. Dessa maneira, a sociedade torna-se alienada e não consegue criar uma visão crítica em relação as redes globais ao seu redor.

Ademais, a internet não é amplamente utilizada por todos. Apesar de o desenvolvimento da globalização ter possibilitado o rompimento de barreiras físicas e criado redes de alcance internacional, nem todas as pessoas tem o acesso garantido devido ao aumento da desigualdade. De maneira análoga, o sociólogo Max Weber exibe o esquema de gradução, no qual renda, tipo de trabalho e grau de instrução são determinantes para a aquisição de bens sociais. Dessarte, ao observar o cenário brasileiro, é nítida a forma como a tecnologia ainda não foi democratizada.

Em suma, para resolver a problemática do afastamento pessoal e do contraste entre as regiões do Brasil, são necessárias medidas. O Ministério da Educação, em parceria com as edtechs, devem montar metodologias diferenciadas que ampliem a interação social por meio de gincanas educativas para que os estudantes estejam conscientes da importância da socialização. Outrossim, o Governo Federal, juntamente com as secretarias de educação municipais, carecem de montar horários nas escolas para que os alunos tenham acesso a atividades onlines programadas.