O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 20/10/2019
Por muito tempo vários países adotaram o modelo de ensino prussiano, incluindo o Brasil, baseado na indicação de um adulto para educar as crianças, com o objetivo de controlar pensamentos que poderiam causar revoluções contra o Estado. As edtechs surgem como uma forma de estimular os pensamentos e a criatividade, o que causou uma grande melhoria e rápido desenvolvimento de áreas como a saúde, educação e segurança. Contanto, no Brasil, ainda existem dois problema que atrasam o objetivo dessas startups: O Ministério da Educação como único Órgão válido regulador de ensino e o pouco investimento que se faz comparado aos países mais desenvolvidos.
Visto que o ensino no Brasil é regulado pelo MEC (Ministério da Educação), que é ligado ao Estado e atende aos seus desejos, ele acaba não incentivando a criatividade das crianças, pois elas são obrigadas à apenas decorar fórmulas e textos. De fato, o método de ensino brasileiro é o mesmo de cem anos atrás, fazendo o país “parar no tempo”, um exemplo absurdo é que nenhum cidadão brasileiro jamais ganhou um prêmio Nobel. Isso confirma que esse modelo de regulação faz com que as edtechs não possam trazer os melhores e mais sofisticados métodos educacionais, assim a situação continuará precária.
De acordo com o economista Ludwig Von Mises: " As pessoas precisam parar de confiar em slogans absurdos e voltar a acreditar na sensatez da razão". Os investidores acreditam que a educação , pelo menos no Brasil, não seja um bom investimento, já que é dada pouca importância à ela. Há o investimento, mas é pouco comparado aos países mais desenvolvidos, o que acaba não incentivando as startups, isso justifica o fato de que os países mais evoluídos também serem os mais bem colocados no ranking da educação.
Diante dos argumentos supracitados, é necessário separar o Governo do Ministério da Educação e incentivar os investidores a colocarem seu dinheiro nesse setor educacional. Para isso, cabe ao Estado, por meio do Poder Legislativo, aprovar a privatização desse regulador, com o intuito de ele não mais atender as prioridades do Governo e assim aumentar o desenvolvimento. Cabe também ao Estado, por meio de políticas públicas, fazer o marketing de que investir em educação é um ótimo negócio, afim de que os investidores tomem consciência e invistam cada vez mais. Com isso as edtechs poderiam aplicar seu método de ensino da melhor maneira possível e teriam um incentivo a mais vindo dos investidores.