O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 31/10/2019

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - trata como direito do cidadão ter educação pública e de qualidade. Entretanto, nem sempre essa prerrogativa se faz real e na maioria das vezes a educação é exclusiva para quem pode pagar por ela ou à aqueles que estão próximos de grandes centros urbanos. Para diminuir os efeitos da má eficiência do estado entras as edtechs - startups especializadas em educação - que contribuem para o maior alcance de educação no país. Nesse sentido, torna-se impreterível discutir acerca do papel das startups educacionais no Brasil.

É pertinente, de início, ratificar a facilidade no acesso como fator crucial ao funcionamento das edtechs. De acordo com o Portal G1, o crescimento das startups de educação foi de 37,5% desde 2013. Esse fato mostra um mercado em acelerada expansão através dos seus preços acessíveis e de consumo móvel - isso é, sem necessidade de estar em um local e horário fixo para aproveitar a plataforma. Tal fato faz com que muitas pessoas que antes não poderiam ter acesso a serviços educacionais de qualidade consigam acessá-los a distância. Logo, influenciar o crescimento e funcionamento dessas empresas mostra-se uma ação importante.

Em segundo lugar, mas não menos importante, é valido ressaltar a necessidade em tornar o Brasil um ambiente propício ao desenvolvimento de startups. Segundo relatórios da Startup Ecosystem Report este país esta em 13º posição entre os lugares mais promissores para desenvolvimento deste tipo de empresa no mundo. A frente desse corpo social encontram-se países que investem pesado em tecnologia e educação. Isso por que para instituições como essas, é preciso haver tecnologia que mostram-se intimamente ligadas a universidades - já que são estas que desenvolvem a tecnologia local. Com isso, o investimento em áreas que promovam o desenvolvimento da educação local mostra-se urgente.

É fundamental, portanto, alterar a realidade apresentada a fim de se viver em consonância com a Constituição Federal. Destarte, é papel do Ministério da Fazenda, diminuir os impostos sobre edtechs. Essa medida tem por objetivo o pleno desenvolvimento desse tipo de startup. Com isso, haverá mais empresas no mercado aumentando a concorrência e respectivamente o aumento da qualidade dos serviços e diminuição dos preços pagos por eles. Ademais, o MEC carrega a missão de desenvolver cursos ligados a área de Tecnologia da Informação. Esse empreendimento visa aumentar a disposição de investimentos para os cursos que auxiliam no desenvolvimento das startups, fomentando o desenvolvimento daquelas no Brasil. Assim se democratizara cada vez mais novas empresas no país.