O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 27/02/2020
O advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, em meados da década de 1990, possibilitou o surgimento das telecomunicações e da internet, inovando a lógica empresarial no mundo. De maneira análoga, a ascensão das startups,no setor educacional do Brasil,tem sido uma alternativa viável para a democratização do acesso ao ensino de qualidade. No entanto, há obstáculos para o pleno funcionamento de tal dinâmica social, ora pela desigualdade técnica regional, ora pela irregularidade geoeconômica. Com efeito, é imprescindível expor e viabilizar medidas para mitigar esse quadro, visando aumentar a popularidade e a credibilidade das novas modalidades de ensino no país.
É imperativo postular, a priori, que o desenvolvimento de startups na educação brasileira tem fomentado um amplo acesso a um ensino qualitativo por um custo monetário mais viável. Isso se dá pela disponibilidade de materiais complexos,e de profissionais renomados em diversas áreas do conhecimento em plataformas “on-line”,como Veduca Edtech, plataforma “on-line” de Educação à Distância (EaD). Dessa forma, tal cenário,marcado por flexibilidade e viabilidade financeira, faz-se importante em âmbito nacional, sendo uma fonte alternativa para o empreendedorismo social.
Sob outro viés, é lícito mencionar que a irregularidade territorial, no que tange ao aparato tecnológico e informacional, dificulta a credibilidade das startups educativas no Brasil. Isso ocorre devido à ausência de incentivos governamentais, o que agrava a situação de pobreza de regiões menos favorecidas. Tal fenômeno pode ser analisado à luz da metáfora denominada “corpo biológico” -idealizada pelo sociólogo francês Émile Durkheim- que afirma que as estruturas socioeconômicas, assim como o organismo humano, devem estar em igualitarismo de funcionamento, para que haja coesão. Logo, é substancial que medidas públicas sejam concretizadas para aplacar esse quadro.
Em síntese, urge que propostas sejam viabilizadas para proporcionar melhorias, em metodologias práticas, na atuação das startups brasileiras do setor educacional. É fundamental, portanto, que o Governo Federal, mediante incentivos fiscais, realize parcerias com empresários e microempreendedores de localidades menos favorecidas,para com o desenvolvimento de centros de ensino à distância, visando o abastecimento técnico dessas regiões. Ademais, o Ministério da Educação deve , por meio de participações colaborativas de instituições de ensino superior, conduzir cursos “on-line” gratuitos, incluindo a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade destes, a fim de que haja uma verdadeira democratização dessa dinâmica social. Assim, poder-se-á popularizar as tecnologias educacionais, ampliando uma educação inovadora, inclusiva e qualitativa em esfera nacional.