O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 27/04/2020
No decorrer da década de 90, diversas startups, Empresas emergentes com projetos inovadores, surgiram no Vale do Sicílio (tecnopolo americano) e, posteriormente, se especializaram em variadas esferas do mercado. Nesse sentido, as edtechs, startups voltadas ao setor educacional, vêm, gradativamente, conquistando maior imagem e importância no Brasil devido à grande facilidade de acesso e volatilidade de seus serviços. Entretanto, tais serviços ficam, muitas vezes, concentrados em poucas regiões do país, dificultando um desenvolvimento formidável dessas empresas.
Primeiramente, é importante comentar o grande auxílio e facilidade de acesso que os serviços das edtechs brasileiras trazem aos seus consumidores nos dias atuais. A esse respeito, de acordo com Sergio Cortella, filósofo e historiador contemporâneo, o problema que assola os estudantes, atualmente, é a dificuldade destes para utilizarem, de maneira eficiente, as informações que encontram nas redes de comunicação modernas. Por conta deste e outros fatores, muitas startups educacionais desenvolveram metodologias e acervos de dados que, geralmente, cobram valores acessíveis para o uso e podem ser acessadas nas redes digitais em qualquer lugar, facilitando o processo educativo e controlando a tribulação comentada por Cortella. Tais melhorias podem ser observadas na edtech “Descomplica” , responsável por auxiliar milhares de estudantes e por custos médios de 30 reais mensais.
Ademais, vale ressaltar a problemática relacionada com a concentração dessas empresas na região sudeste do país. Acerca dessa perspectiva, tomando como base os dados obtidos pelo Centro de Inovação para Educação Brasileira (CIEB), cerca de 43% da edtechs estão concentradas apenas no estado de São Paulo e, por conta disso, muitas não são capazes de levar seus serviços para outras regiões do país. Assim, as startups ficam susceptíveis à falência, causada pela enorme concorrência nessa região, e os benefícios fornecidos por suas inovações ficam restritos a uma pequena parcela do território nacional, impasse que podem prejudicar o desenvolvimento da educação
Com base nos fatos discorridos, percebe-se a importância das edtechs e a necessidade de melhoras a distribuição destas no país. Para tanto, o Poder Executivo, em parceria com a Associação Brasileira de Startups, deve, por meio da utilização das verbas públicas e acordos com as empresas desse setor, disponibilizar auxílios monetários e reduzir a taxa de impostos para as edtechs que desenvolverem projetos nas partes interioranas do país, tal qual Mato-Grosso Goiás. Dessa forma, a formação educacional de diversos brasileiros será beneficiada e as inovações em território nacional, de maneira análoga ao ocorrido na América do Norte, favorecidas.