O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 18/05/2020

No século XX, com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, a humanidade passou a se relacionar de maneira nunca antes vista, alinhando tecnologia, empreendedorismo e educação. Nesse sentido, na contemporaneidade brasílica, esse novo modelo cultural de interação está ganhando destaque, como pelas “startups”, com destaque no ramo educacional. Dito isso, faz-se necessário debater o papel dessas empresas e suas consequências sociais.

Diante de tal cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que as “startups” são de grande utilidade no aperfeiçoamento da aprendizagem. Isso ocorre porque, essas micro-empresas investem em inovação na forma de como ensinar, fazendo com que o conhecimento seja transferido ao discente de forma eficaz, já que de acordo com o pedagogo brasileiro Paulo Freire, no ensino o mais  importante é criar possibilidades para sua própria produção. Nesse viés, nota-se a criação de plataformas digitais, tais como o Imaginie, em todo o brasil, que levam conhecimentos via internet para lugares, como o interior do país, onde são escassos os cursinhos preparatórios para vestibulares. Tal situação demonstra, por conseguinte, que as “startups’’ especializadas na educação, estão quebrando as barreiras e apresentando novas possibilidades.

Além disso, é importante dizer que empresas emergentes no mundo educacional apresentam vários benefícios socieconômicos. Um deles é a geração de empregos, visto que toda empresa precisa de profissionais capacitados para exercer as várias funções, como de administrar. Somado a isso, o custo-benefício é muito vantajoso para o consumidor, basta ver que “startups”, como de cursos online, são cerca de 20 vezes mais baratos, oferecendo os mesmos assuntos que os pré-vestibulares presenciais, de acordo com uma pesquisa divulgada no site UOL. Não é de se estranhar, portanto, que as ‘’edtechs”, tecnologia educacional, venham ganhando espaço no cenário atual, principalmente, por causa do isolamento social, devido à pandemia de COVID-19, em que aulas online são de suma importância para o progresso do conhecimento.

Por fim, percebe-se a notabilidade que as ‘‘startups" exercem no Brasil. Assim, o Governo Federal, deve incentivar a criação de micro-empresas do ramo educacional, por intermédio de concessão de créditos  aos pequenos empreendedores com ações públicas, como o Banco do Brasil, para que a educação continue chegando aos lugares desprovidos de ensino de qualidade. Ademais, a mídia, com seu alto caráter persuasivo, por meio dos diversos canais, como rádio, deve alertar a população sobre os benefícios das “startups’’, como o acesso aos cursos de qualidade, com fito de expandir esse tipo de empresa no país. Só assim, o Brasil contemplará todos os benefícios da Terceira Revolução Industrial.