O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 17/05/2020
No livro " A Sociedade em Rede", o autor espanhol Manuel Castells aborde as relações humanas modificadas pelo advento da tecnologia, que promove impactos para a sociedade. Desse modo, um exemplo de concussão são os startups, modelos de negócios que buscam inovar o mercado, mostrando-se diretamente relacionados com as atualidades tecnológicas e trazendo novos rumos para a educação no Brasil. Assim, é necessário compreender como as startups podem democratizar o acesso à educação e a importância do incentivo aos novos startups para a educação brasileira.
Por certo, a Internet é uma ferramenta que facilita o acesso à inúmeras coisas, dentre elas, a educação. Ademais, um startup que democratiza a educação é o You Tube, plataforma gratuita que possui vídeos que ofertam conhecimento de amplas áreas, para diversas idades e níveis escolares. Dessarte, uma pesquisa realizada pela Google, apontou que 9 a cada 10 brasileiros utilizam o You Tube para estudar, no entanto, o impasse existente é a desorganização da plataforma, que têm diversas distrações capazes de desviar a atenção dos estudantes para vídeos de entretenimento. Em suma, ao invés de permitir o aprimoramento da escolaridade, o site preenchido de recreações é um meio do indivíduo não estudar.
Outrossim, a multiplicação de startups de educação otimizam o papel dos mesmos no ensino. Por conseguinte, ideias revolucionárias de empresas podem auxiliar no estudo do vestibular, por exemplo, sucedendo plataformas com gratuita oferta de vídeo-aulas, exercícios e simulados voltados para o preparo para provas de ingresso nas Universidades. Destarte, o jornalista Gilberto Dimenstein na obra “Cidadão de Papel”, aborda a não execução das leis no país, exemplo disso é o dever do Estado investir na Ciência e Tecnologia, como expresso na Constituição de 1988, porém possíveis novos startups não recebem tal apoio financeiro e seguem incapacitados de vigorar, justamente pelo descumprimento da Constituição como dito por Dimenstein. Logo, os startups não conseguem beneficiar a educação brasileira.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação (cuja função é agir para que todo cidadão tenha acesso à educação) propor ao You Tube a organização da plataforma, por meio da criação de uma zona que concentre todos os métodos de educação do programa, a fim de que os alunos não se distraiam e desfrutem da melhor maneira o recurso para evolução de sua aprendizagem. Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia precisa investir nos startups, ofertando verba para as ideias que possam inovar a educação e criar novos meios de estudar. Somente assim, os impactos da tecnologia expostos por Castells serão positivos para a educação brasileira.