O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 06/09/2020

As startups de educação são empresas digitais que diversificam o ensino acadêmico ao criar canais de comunicações adequados a determinada situação. No Brasil, entretanto, esse modelo de negócio apresenta desafios que subvertem os valores éticos e morais na sociedade, uma vez que expandem a desigualdade social e econômica sobre o ensino a distância contemporâneo. Nesse sentido, a marginalização de alunos , como também professores incapacitados são obstáculos que confrontam a cidadania.

Em primeira análise, a ausência de medida referente à inclusão de alunos marginalizados no âmbito digital reflete no retrógrado papel das startups de educação no Brasil. Desse modo, na teoria política grega, o filósofo Aristóteles defende a importância da pólis - Estado- assegurar o desenvolvimento educacional dos cidadãos em prol da construção de princípios coletivos. No entanto, a falta de investimento em aparelhos tecnológicos e materiais para os estudantes que possuem renda precária contradizem o pensamento aristotélico, uma vez que os órgãos estatais , responsáveis pela igualdade no acesso ao conhecimento, não atuam eticamente em integrá-los na nova modalidade de ensino a qual é via internet. Consequentemente, essas empresas excluem a participação democrática do contingente de indivíduos vulneráveis socioeconomicamente e torna-se evidente a segregação na sociedade da era informacional.

Além disso, o dilema das startups de educação em agilizar o processo de aprendizagem com o uso de mecanismos da web é oposto a realidade brasileira. Em paralelo, na obra"Cidade e Vida Mental", o sociólogo Georg Simmel discute que os avanços da modernidade tornaram a didática digital mais simples e complicada, em que houve facilidade de estudar a distância, mas há dificuldades de adequar professores nesse sistema globalizado. Tal cenário, análogo ao pensamento de Simmel, comprova que educadores do ensino tradicional presencial são restritos a esse cenário emergente, haja vista não estão adaptados as condições de utilizar computadores e, com isso, desfavorece o currículo, pois essas empresas passam a cobrar o entendimento acerca da informática. Por conseguinte, é inaceitável que esse cenário persista em um país o qual preza pela valorização deles nas novas habilidades socioeducacionais no ciberespaço.

Logo, os desafios das startups de educação no Brasil é real. Para reverter isso, urge o papel do Ministério da Educação em desenvolver políticas públicas de inclusão aos alunos e professores excluídos do ensino digital, por meio da adesão de ferramentas tecnológicas aos marginalizados e cursos que instruam os mestres ao mundo das videoaulas. Essa ação deve atenuar as desigualdades do EAD, isto é, como a criação de aplicativos gratuitos que disponibilizarão aulas acessíveis e educativas, a exemplo do YouTube onde há startups. Portanto, será possível democratizar a função científica das empresas e ratificar a concepção de princípios coletivos de Aristóteles.científica das empresas e ratificar a concepção de princípios coletivos de Aristóteles.