O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 06/09/2020
Em meados do século XX, após a guerra fria, acarretaram enormes tendências ao aprimoramento tecnológico, e com esse avanço surgiram novas possibilidades para o mundo contemporâneo. Nesse contexto, no Brasil atual, startups de educação utilizam a tecnologia para tornar o ensino das escolas públicas e privadas melhor e mais inclusivo, sendo esse um ramo que estar em ascendência no país, entretanto, ainda encontra-se barreiras para a implementação e eficácia delas. Isso se deve, essencialmente, a escassez de mão de obra especializada e a falta de investimentos na área.
Primeiramente, cabe abordar os impasses das startups de educação - também conhecidas como edtechs - em achar profissionais qualificados e baratos, a qual pode gerar uma problemática para os seus desenvolvimentos. Segundo uma pesquisa realizada em 2020 pela Confederação nacional da Indústria (CNI), metade das empresas do Brasil têm dificuldade para encontrar mão de obra qualificada. Dessarte, essa carência, devida a baixa escolaridade brasileira, afeta a competência da realização dos projetos das edtechs, como, por exemplo na construção e difusão de um material de estudo bem feito. Por conseguinte, tornam-se menos atrativos para as instituições escolares, além de poderem apresentar ineficiência ao melhoramento de ensino, logo, é nocivo ao crescimento dessas empresas.
Ademais, vale salientar que a falta de investimentos, por parte do Governo, nas startups resulta no atraso da formação e aprimoramento delas. Conforme o economista Arthur Lewis,“Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Nesse raciocínio, com subsídios estatais em edtechs aprimora também seus empreendimentos que são voltados a solucionar alguns problemas da educação brasileira, como a baixa aprendizagem e dificuldades de acesso à materiais de estudo, e, posteriormente, terá profissionais mais bem preparados para o mercado de trabalho. Porém, o Estado por não priorizar esse ramo, estar abrindo mão de sanar, de forma eficiente, certas brechas na educação do país, pois nem todas as empresas apresentarão um progresso rápido com qualidade.
Portanto, é imprescindível a mitigação para tornar eficiente o papel das startups educacionais no Brasil. Dessa maneira, é dever do Governo criar um programa nomeado de “Auxílio às edtechs”, o qual terá função de incentivar os trabalhadores disponíveis no mercado, utilizando a mídia televisiva, a buscarem por melhor especialização em outros programas disponíveis, como SENAI, bem como, entrar com uma quantia mínima para ajudar as empresas emergentes a se desenvolver. Tal ação é viável por meio da aprovação de leis e redirecionar uma parcela dos impostos para investir nesta área, visando não só aumentar a quantidade de profissionais qualificados disponíveis no mercado mas também poder melhorar e ampliar os projetos desenvolvidos pelas startups, por fim, lapidar a educação no Brasil.