O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 06/09/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Todavia, diante de um cenário educacional precário e desigual, essas startups proporcionam maior acessibilidade do acesso à uma educação de qualidade impossibilitando que uma parcela da população desfrute desse direito universal na pratica. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro plano, é notório que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hordienamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido a concentração dessas empresas na região sudeste do país. Segundo dados obtidos pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), aproximadamente 43% das edtechs estão concentradas no estado de São Paulo, e devido a isso não são capazes de levar seus serviços para outras regiões. Diante do exposto, as startups estão sujeitas a quebra, causado justamente por essa concentração, e suas vantagens fica limitado a uma pequena população, prejudicando assim o âmbito educacional.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de debates no Brasil como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações socias, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, segundo o filósofo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desta maneira, para solucionar a falta de startups de educação, é necessário debater sobre. Assim, traz a discussão essa problemática e aumentando a chance de ativação nela.
Diante dos argumentos supracitados, algo precisa ser feito com urgência para amezinar a questão. Logo, cabe o Governo Brasileiro, por meio do Ministério da Educação e da Economia estabelecer parcerias com empresas de ensino gratuito e de qualidade, disponibilizar plataformas nas escolas. Nesse sentido o fito de tal ação é investir na educação para todos. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O Pensador, “na mudança do presente a gente molda o futuro”.