O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 16/09/2020
A chegada da Família Real no Brasil, em 1808, incentivou a criação de importantes universidades, o que marcou o início do intelecto nacional. Pouco mais de 200 anos depois, as startups de educação se tornaram indispensáveis para o país. Nesse sentido, é crucial evidenciar o papel dessas startups e seus entraves para a consolidação no campo educacional brasileiro.
Primordialmente, é necessário notar que, no Brasil embora a educação seja um direito de todo ser humano conforme a Declaração Universal do Direitos Humanos, para muitos, está diante de um educador não é possível por diversos fatores. Desse modo, as edtechs (tecnologia educacional), disponibilizam conhecimento qualificado de maneira inovadora, com flexibilidade de horários e preços mais baratos que os presenciais. Por conseguinte, promove a democratização ao ensino, apesar do cenário caótico que vive a sociedade brasileira.
Outrossim, de acordo com a pesquisa publicada pela Person, o “youtube” é a plataforma preferida de aprendizagem entre os jovens de 14 a 23 anos. Por outro lado, segundo o IBGE, 1 em cada 4 brasileiros ainda não têm acesso à internet, o que aponta a clara desigualdade de tecnologia para ricos e pobres, que pôde ser notada com maior veemência durante a pandemia da COVID-19.
Por isso, diante do exposto, fica claro que as startups educacionais só têm a acrescentar à educação do Brasil. Por tanto, cabe ao Governo Federal, facilitar que edtechs surjam e cresçam, através da redução de impostos e burocracias, visando aprimorar a qualidade e maior acessibilidade ao aprendizado. Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve investir na distribuição em larga escala de antenas de internet ou chips com pacote de dados nas áreas de maior vulnerabilidade social, buscando diminuir a desigualdade tecnológica vivenciada no Brasil.