O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 28/09/2020
Com o surgimento da Terceira Revolução Industrial, no século XX, houve a chamada Revolução da Informação com avanços não só na indústria, como também na ciência e tecnologia. Entretanto, empresas virtuais denominadas startups surgiram com o advento da internet. Assim, ao observar o papel das startups de educação no Brasil, nota-se o nocivo impacto tendo em vista a desigualdade econômica entre os cidadãos. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência governamental e a alienação social colaboram para esse quadro.
Mormente, a inobservância do Governo é o principal fator responsável para a permanência da problemática. Tal fato ocorre porque não há, por parte das autoridades, a preocupação em criar empresas virtuais que tenham como objetivo disponibilizar materiais de cunho educativo de forma gratuita para os indivíduos que não possuem renda suficiente para investir em conteúdos de empresas pagas. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, algumas instituições- dentre elas o Ministério da Educação-perderam seu papel social e configuram-se como ‘‘Instituições Zumbis’’ ao manter apenas a sua forma e encarregar a população a resolução de seus problemas. Assim, por consequência da omissão do Governo na criação de empresas educacionais gratuitamente, muitos cidadãos não possuem oportunidade de um ensino remoto de qualidade.
Outrossim, a alienação social é outro fator primordial para a temática. Essa situação se deve porque a população decide se calar diante de um problema que atinge determinado grupo. Assim, ao observar os cidadãos mais carentes do país, percebe-se que esse grupo é o mais afetado pela ausência de ensino fora das escolas. Nessa perspectiva, segundo a filósofa judia Hannah Arendt, em sua teoria ‘‘Banalidade do Mal’’, o comportamento humano preconceituoso passa a ser realizado de forma inconsciente quando os cidadãos os normalizam. Logo, consequentemente, a normalização da insignificância da educação da população mais pobre corrobora para a manutenção dessa conduta de comportamento no Brasil.
Dessa maneira, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, em parceria com o Ministério da Educação, deve, por meio da criação de startups gratuitamente, disseminar a educação de qualidade para todos os cidadãos brasileiros, com objetivo de levar o ensino remoto para todas as regiões do país. Ademais, a mídia deve informar à população sobre a importância de promover a educação gratuita por meio das startups, a fim de erradicar com o preconceito na sociedade.