O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 15/10/2020

A principal inovação tecnológica em ascensão no século XXI, a internet, se caracteriza por flexibilizar desde simples tarefas diárias até mesmo ações mais complexas, por isso, ela se tornou peça fundamental no fenômeno da Globalização. Nesse sentido, em suas diversas funcionalidades, nota-se, significativo aumento de empresas virtuais com enfoque na solução de problemas reais: as “Startups”. No Brasil, uma das maiores dificuldades da educação e evidencia-se que tais plataformas desempenham finalidades de alto apreço, tanto na inclusão, quanto na qualificação do processo educativo brasileiro.

É relevante abordar, primeiramente, que a educação brasileira não é homogênea nem democratizada mas atua sob um viés etilista, de modo que o ensino privado é qualificado enquanto o público, em sua maioria, negligenciado. Essa dinâmica não foi diferente com a pandemia do Covid-19 em 2020, já que no início, devido ao distanciamento social, quase 20 milhões de alunos da rede governamental não tiveram acesso a aulas durante meses, segundo o DataSenado. Nesse contexto, as empresas virtuais exerceram um papel social e humanitário admirável ao oferecer ferramentas - até mesmo sem custo - para o pleno acesso à educação destinado a jovens e crianças.

Outrossim, Vale ressaltar que as Startups tentam atenuar consequências geradas pelo Modelo Educacional Fabril - retratado no filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin - que é repetitivo, monótono e inerte. Esse cenário já foi descrito pelos pensadores da escola de Frankfurt como a manipulação de massas: a produção de conteúdos unidirecionais torna público homogêneo e facilmente atingível. Sendo assim, nota-se, portanto, que esse processo obstrui a decisão profissional dos adolescentes. Logo, tais corporações atuam também no desenvolvimento do conhecimento pessoal individual do ser, facilitando esse processo decisivo.

Destarte, cabe ao Governo Federal, por meio de um projeto de lei a ser entregue na Câmara dos Deputados, criar um acordo de escolas públicas - tanto municipais, quanto estaduais - com Startups educacionais para ampliar e qualificar o ensino, com a instalação de ferramentas que possibilitem: aulas à distância, monitorias - com professores especializados - psicólogos (que auxiliem na tomada de decisões sobre profissões) e materiais de apoio online, para que assim a qualificação e democratização do ensino seja promovida graças à iniciativa privada e Estatal.