O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 09/12/2020
De acordo com o filósofo Aristóteles: “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. Assim, tal pensamento era atribuído, por muitos estudantes, aos desafios relacionados à aprendizagem. Todavia, as startups têm revolucionado os modelos tradicionais ao incorporar a tecnologia, já presente no cotidiano dos jovens. Desse modo, ao tornar o ensino mais dinâmico, interativo e flexível, essas empresas assumem um papel de destaque na educação brasileira.
A priori, convém conceituar as startups como instituições que buscam desenvolver soluções inovadoras para o mercado. Nesse contexto, as chamadas edtechs criam ferramentas que instigam o engajamento acadêmico, como aplicativos e jogos. Tal necessidade pode ser observada em uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação, em 2016, na qual 76% dos alunos consideram as aulas mais interessantes quando os professores utilizam a internet, pois já estão familiarizados com esse meio.
Ademais, uma das principais vantagens da metodologia tecnológica é
autonomia, visto que os usuários podem escolher o local e os horários mais convenientes, bem como selecionar os assuntos de maior interesse. Entretanto, embora existam materiais disponíveis gratuitamente no youtube
e playstore, a maioria das plataformas online cobra por seus serviços, tornando-se acessível apenas para pessoas com maior poder aquisitivo. Fato que reflete o pensamento do filósofo Pierre Lévy: “Toda nova tecnologia cria seus excluídos”.
Portanto, tendo em vista que a tecnologia é uma forte aliada no processo ensino-aprendizagem, é fundamental garantir seu acesso a todos. Para tanto, o Governo Federal, por meio de convênios com as principais plataformas do país, deve conceder bolsas aos estudantes de baixa renda que fazem parte do sistema público. O objetivo de tal ação é permitir que os educandos tenham acesso completo aos conteúdos disponíveis, assegurando o princípio constitucional de isonomia.