O papel das startups de educação no Brasil.
Enviada em 12/01/2021
A revolução técnico-científico-informacional, da segunda metade do século XX, proporcionou inovações em diversas áreas do ramo empresarial e educacional. Tais aperfeiçoamentos geraram uma ligação direta entre o surgimento de novas plataformas de ensino “online” e o processo de aprendizagem: as “edtechs”. Essas empresas lingam o professor ao aluno via internet. Entretanto, o acesso aos recursos oferecidos por esses aplicativos e sites não contemplam a sociedade tupiniquim de forma igualitária. Por conseguite, há se analisar as causas desse revés, com o objetivo de conceder a educação remota para todos.
É importante pontuar, de início, a influência das “edtechs”, “startups” de educação, na maneira de como se adquire conhecimento. Acerca disso, a Future Education afirma que existem mais de 360 delas no país. Nessa perspectiva, essas empresas, impulsionadas pela tecnologia, vendem cursos, aulas e métodos de ensino de forma inovadora, haja vista que não é necessário alugar ou comprar um espaço para conter os alunos, pois eles, conectados à internet, acessam a plataforma em qualquer lugar ou hora. Os Aplicativos de treino de redação, por exemplo, postam os temas e os usuários escrevem e enviam seus textos para o professor realizar a correção. Dessa forma, é possível formar estudantes mais capacitados, pois o saber vem até eles, e integrados com a internet.
Em contra partida, muitos brasileiros não têm acesso à rede e, com efeito, não podem desfrutar desse novo modo de aprendizagem. Sob esse prisma, o Comitê Gestor da Internet mostra que mais de 25% dos brasileiros não têm alcance à internet. Tal imbróglio se configura como segregação socio-espacial, a qual é gerada pelo exíguo oferecimento de serviços de conexão aos lugares mais afastados dos centros urbanos. Consequentemente, muitos populares são excluídos de usarem os “startups” de educação e, certamente, ficarão atrasados na abstração de conhecimento em relação aos outros, que são mais preparados para o mercado de trabalho. Urge, assim, a necessidade de meios que superem essa divisão do país em “dois brasis” (o conectado e o “offline”)
Destarte, é preciso que o papel inovador das “edtechs” na educação seja desfrutado por tuda sociedade tupiniquim. Para tanto, o Governo Federal, por meio de incentivos fiscais, deve criar polos atrativos para empresas de internet em lugares distantes dos centros urbanos, a fim de que mais pessoas tenham acesso à rede e, tembém, emprego nessa área. Ademais, o Minitério da Educação poderia criar um programa que permita o uso gratuito das “startups” pela população de baixa renda e, também, monitorar se esses usuários estão realmente usufruindo da plataforma, para que essa segregação seja superada. Feito isso, o ensino remoto será referência na nação brasileira.