O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 30/01/2021

O filme “The Social Network” revela a origem de uma startup no meio educacional, criada para a comunicação entre os estudantes universitários - o “Facebook”. No Brasil, tais iniciativas também são presentes no auxílio ao ensino, vide as empresas “Imaginie” e “Stoodi”, mas ainda não são hegemônicas no meio estudantil. Logo, é imperiosa a atuação estatal no auxílio e no incentivo à criação de startups, visando a democratização do conhecimento pelas iniciativas privadas.

Precipuamente, ressalta-se a proposta do filósofo John Dewey, que baseia-se na adaptação do professor ao entendimento e acessibilidade de aprendizado de seus alunos. Posto isso, é nocional o papel das startups de educação, uma vez que fornecem matrizes educacionais a qualquer horário do dia, facilitando o acesso ao estudo e democratizando-no. É necessária, portanto, a  estimulação do empreendedorismo educacional ainda nas escolas, vide a importância desses meios, por ações governamentais em escala federal, visando a criação de novas iniciativas ao agregar noções conceituais financeiras em diversas gerações de jovens estudantes.

Ademais, de acordo com as ideias de John Locke, o Estado deve garantir o livre mercado das iniciativas privadas, mas também estimulá-las; diante de plataformas como a “Khan Academy”, que oferece cursos gratuitos sem fins lucrativos, é impreterível - nos moldes lockeanos - o sustento governamental no seu devido funcionamento e divulgação publicitária, a fim de consolidar tais fundações e garantir o acesso gratuito a um ensino de qualidade, mantendo o livre mercado pela cooperação entre o Estado e a iniciativa privada.

Infere-se, por conseguinte, a imprescindibilidade de atuação governamental nas esferas educacional e econômica. É incumbência do Ministério da Educação, por meio de palestras em escolas públicas e particulares, a instrução financeira e suas aplicações aos estudantes, visando incentivar o empreendedorismo na sociedade e, consequentemente, a criação de startups educacionais. Outrossim, cabe ao Ministério da Economia, em conjunto com a Receita Federal, a diminuição do regime tributário sobre tais instituições, além da divulgação publicitária das mesmas em redes sociais e televisivas, aspirando ao sustento e popularização das mesmas. Dessarte, democratizar-se-á o conhecimento por meio das startups educacionais.