O papel das startups de educação no Brasil.

Enviada em 18/11/2021

O inventor Gutenberg revolucionou o ensino graças à criação da prensa móvel, a qual facilitou a distribuição de livros. Semelhante a esse caso, no Brasil, as startups estão transformando a educação do país. Contudo, essas empresas estão a enfrentar certas dificuldades na execução do seu papel de agente inovador. Isso decorre , sobretudo, devido à ineficiência da legislação brasileira e à ausência de uma instrução formal voltada à formação de cidadãos empreendedores.

Nesse contexto, é visível que o grande número de leis relacionadas à fundação de uma empresa atrapalham com que mais startups sejam abertas. Segundo o economista Ludwig Von Mises, as intervenções estatais no mercado têm , como consequência , a perda de sua eficiência. Nessa lógica, percebe-se que a falta de liberdade econômica dificulta com que mais indivíduos desenvolvam-se nesse tipo de serviço, dado que - consoante com o pensamento de Mises - a burocracia governamental torna as empresas dessa área menos produtivas e ,por conseguinte, menos capital finânceiro é investido nesses negócios. Dessa forma, no fito de aumentar o número de serviços inovadores na educação brasileira, é essencial que ocorra a diminuição de leis relacionadas com esse nicho de mercado.

Ademais, nota-se que existe pouco incentivo ao empreendedorismo no Brasil. De acordo com o filósofo Aristóteles, somente por meio de uma educação eficiente que um indivíduo desenvolve virtudes e aptidões. Sob essa óptica, no Brasil, como consequência de um ensino básico que não aborda questões como finanças e investimentos, a maioria dos cidadãos não desenvolvem as habilidades necessárias à iniciar suas próprias startups, uma vez que - conforme Aristóteles - a instrução é essencial no desenvolvimento de capacidades intelectuas diferenciadas - como o gerenciamento de uma empresa. Desse modo, é indubitável que a falta de uma educação voltada à formação de empreendedores impede com que mais pessoas criem negócios inovadores e de sucesso no Brasil.

Portanto, a fim de desregulamentar o processo de abrir uma startup e ,consequentemente , facilitar com que mais brasileiros inovem no mercado da educação, cabe aos veículos de mídia - como a televisão, as  redes sociais e os jornais - incentivar que a população movimente-se a favor de mais liberdades econômicas. Essa ação pode ser feita por intermédio de entrevistas com criadores de startups nos meios de comunicação. Além disso, no intuito de formar cidadãos capazes de empreender, urge ao Ministério da Educação, mediante à inserção do ensino de finanças e investimentos no currículo escolar, fazer com que mais indivíduos desenvolvam as virtudes, habilidades e aptidões necessárias para esse trabalho.