O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 13/10/2021
De acordo com o geógrafo Milton Santos, o crescimento urbano brasileiro foi um dos mais intensos e rápidos do século XX. Entretanto, com uma significativa ascensão dos habitantes das cidades somado a uma falta de planejamento municipal, o problema parece irremediável no que diz respeito à mobilidade urbana — um tópico alarmante que pode ser evitado, tendo em vista a mobilização de pequenas empresas para solucioná-lo. Assim, é possível afirmar que não só a diversidade de ideias que contribuem para um melhor ambiente de convívio, mas também a consequência de iniciativas benéficas ao planeta e à salubridade fomentam o status quo contemporâneo do século XXI.
Inicialmente, é importante dizer que a qualidade de vida é um dos principais fatores que favorecem a mentalidade humana, a qual é susceptível ao meio em que está inserida. Por exemplo, conforme a Casa Paulistana, o morador da cidade de São Paulo gasta cerca de três horas por dia, o que estimula diversos fatores deletérios como, a ansiedade, o sedentarismo e comorbidades respiratórias , os quais podem ser evitados com formas inovadoras de locomoção fornecidas por startups. A priori, é inadmisível que um cidadão que passa mais de dez porcento do dia estagnado ao trânsito não possa ter uma alternativa eficaz, segura e adequada à medicina preventiva.
Ademais, outro tópico importante a se discutir tange à questão ambiental, a qual não assume projeções otimistas para o futuro. Por exemplo, de acordo com o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), noventa porcento das interferências climáticas são de causa antrópica, o que parece não ser levado em conta, tendo em mente o estímulo ao uso e compra do carro particular em sobreposição aos diferentes meios que contribuem não só para a Terra, mas para a própria locomoção. A partir desse aspecto, é revoltante que a população feche os olhos para as novas opções de transporte urbano incipiente — afinal, elas são convenientes ao bem-estar, à saúde e ao tempo individual.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com instituições de ensino, realizar a conscientização populacional por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias acerca não só da importância que as startups têm na facilitação do ambiente urbano, mas também dos benefícios advindos com o uso dos meios de transporte fornecidos por elas. Espera-se, com tudo isso, não apenas uma vida citadina mais eficiente, mas também um fomento ao aparecimento de novas pequenas empresas que facilitem ainda mais o deslocamento individual.