O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 28/08/2019
No século XX, Henry Ford criou o modelo de produção “fordismo”, no qual automóveis foram produzidos em larga escala e se tornaram acessíveis à população. Desde então, a quantidade de carros só aumentou e isso se tornou um problema nas grandes cidades. Nesse contexto, surgem alternativas como as startups de mobilidade urbana, as quais oferecem outros meios de transporte para aliviar o trânsito. Todavia, a falta de informação e o desconhecimento da população sobre as formas de funcionamento são entraves para que essas empresas exerçam seu papel no tráfego metropolitano.
A princípio, é preciso destacar os problemas causados pelo trânsito das grandes cidades. Nesse sentido, de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) e publicada na revista Superinteressante, uma hora no engarrafamento da capital paulista equivale a cinco cigarros fumados em relação à quantidade de gás carbônico inalada pelos pulmões. Sob esse aspecto, o número excessivo de carros nas ruas causa problemas respiratórios, aumenta a emissão de gases do efeito estufa e prejudica muito a qualidade de vida dos cidadãos. Logo, as startups de mobilidade urbana têm papel fundamental nesse cenário, pois oferecem diversos veículos como bicicletas e patinetes elétricos em alternativa aos automóveis.
No entanto, é válido salientar também que grande parte da população não têm informações sobre o funcionamento dessas startups. De fato já existem projetos em operação de empresas como Yellow ou Grin, as quais oferecem bicicletas compartilhadas a preços acessíveis para aluguel. Porém, ainda há pouca divulgação e muitos acabam não utilizando os serviços por desconhecimento. Com efeito, é preciso que a população acompanhe as mudanças da contemporaneidade e a esse respeito o escritor Alvin Toffler afirmou que “o analfabeto do século XXI é aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender.” Por conseguinte, é indispensável que as pessoas tenham informação para adotar novos hábitos e, nesse caso, melhorar o tráfego urbano.
Fica claro, portanto, que as startups têm importante papel na mobilidade urbana. Para assegurar essa máxima, as Prefeituras Municipais devem firmar parcerias público-privadas com essas empresas, tendo em vista o ganho para o Estado em relação à melhoria do trânsito. Isso pode ser feito por meio de isenção de alguns impostos e ampla divulgação dos serviços disponíveis com distribuição de panfletos em pontos estratégicos da cidade como terminais rodoviários, cartazes pregados em metrôs e postagens em redes sociais explicando como alugar os meios de transporte, rumo a atingir o maior número de pessoas e fazer com que elas adaptem novos hábitos. Assim, o excesso de carros originado no século XX poderá ser amenizado e novas formas de mobilidade transformarão o trânsito.