O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 29/08/2019
A expansão da industrialização brasileira teve seu ápice durante o período varguista (1930-1945), paralelamente, o inchaço urbano tomou grandes proporções em curto prazo. Sob essa ótica, o despreparo estatal, na absorção do contingente civil, é responsável pela problemática urbana da ineficiência na mobilidade das cidades, necessitando-se, assim, de políticas alternativas como as startups. Logo, as mesmas são essenciais na melhora das mazelas ambientais e sociais do trânsito urbano caótico.
Em primeira análise, pontua-se que, com o advento da Globalização, a produção em massa de veículos automotores foi evidente, inclusive no Brasil. Aliado a isso, a expansão do crédito financeiro foi fundamental no crescimento exacerbado das frotas veiculares, pois, de acordo com o site G1 o país possui cerca de 1 carro à cada 4 pessoas atualmente. Nesse contexto, além do trânsito estar cada vez mais caótico, a emissão de gases estufa também exponencia-se. Portanto, startups de mobilidade como a ‘‘Yellow’’, por exemplo, são de suma importância na redução do trânsito, bem como nas emissões gasosas, visto que a empresa proporciona bicicletas compartilhadas como meio de locomoção sustentável.
Ademais, ressalta-se o despreparo da União como fator responsável pela imobilidade nas grandes metrópoles, haja vista a falta de recursos destinados ao transporte público. Desse modo, a sociedade investe, em demasia, na compra de automotores agravantes do congestionamento. Porém, startups como a 99 tem amenizado o fato, pois são utilizadas como transporte, no qual pode-se compartilhar corridas e viagens a baixo custo.
Diante dos fatos supracitados, é preciso que o Governo, por meio da captação de recursos do Produto Interno Bruto, crie o ‘‘Crédito Startup’’ que será um incentivo financeiro, na forma de empréstimo, disponibilizado aos cidadãos que objetivam a criação de uma startup. Posto isso, o estímulo fiscal será importante na manutenção inicial das novas startups, no fito de evitar falência. Por fim, a longo prazo, a minimização do trânsito será efetiva, concomitantemente, melhoras ambientais e sociais serão notórias.