O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 04/09/2019
Em 1969, o governo de Emílio Médici, durante o regime militar, foi marcado por grande expansão na infraestrutura e no âmbito industrial. Maravilhado com tal crescimento, Médici reafirma o espirito nacionalista com a campanha cujo o slogan era “País do futuro, este é um país que vai para frente”. No entanto, ao se pairar a temática da mobilidade urbana e os desafios de gestão das cidades, percebe-se que tal profecia não deixou seu legado. Dessa forma, a implementação de startup voltado a questão é louvável, devido à ausência diretrizes do governo endereçados a circulação de pessoas, somada a conveniência de medidas sustentáveis. De fato, o distanciamento do olhar coletivo tange o retrocesso. Ao principiar tal visão é válido ressaltar que houve aumento de 12,6% no número de acidentes que envolvem usuários com patins e bicicletas, diz matéria G1. Tal fator, é dado pelo sobrecarregamento do espaço e da ausência de planejamento urbano e gestão no âmbito de mobilidade. Assim, os ínfimos investimentos do Estado em políticas como a Startups, que surge como ferramenta para inovações de regimentos que visam aumentar a oferta de meios de transporte alternativos e eficientes, a exemplo, os aplicativos de aluguel de bicicletas e patinetes, tornam o fim da mazela um processo moroso. Ora, o Estado que se afugenta corrobora indiretamente para os descaminhos de sua sociedade.
Ademais, outro fator que intensifica o empasse, é a ausência de concepções e de uma formação por parte dos brasileiros quanto as questões ambientais. De acordo com Erasmo, não há nada de tão absurdo que o hábito não o torne aceitável. Dessa forma, é nítido que os brasileiros tomaram por hábito a exclusão das questões ecológicas e de saúde pública, no que se refere à emissão de gases poluentes de combustíveis fósseis e poluição sonora. De fato, a efetivação das inovações promovidas pela Startup torna-se necessário por promover, além das melhorias na mobilidade, a redução de gás carbônico na atmosfera e consequentemente restauros no bem-estar dos cidadãos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas eficazes na tentativa de minguar a regressão das diretrizes sociais. Para tal, o Ministério da Educação deverá promover maiores investimentos em pesquisas de ciências sociais aplicadas, por meio de bolsas de alunos universitários que promovam projetos de extensão a comunidade, a fim de incentivar e capacitar os mesmos na implantação de projetos sustentáveis de Startup na mobilidade. Ademais, o Ministério de Infraestrutura, implementar no planejamento urbano a construção de ciclovias, com a finalidade de viabilizar a aplicabilidade desses projetos. Além disso, a mídia com seu viés influenciador, elaborar campanhas publicitárias que visem o incentivo de meios alternativos de locomoção, alertando sobre os danos ambientais, com a finalidade de mobilizar a comunidade sobre o impasse.