O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 06/09/2019
Segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Nesse sentido, é evidente uma conexão fidedigna entre o pensamento do revolucionário e o papel das startups na mobilidade urbana. O desenvolvimento de aplicativos para o compartilhamento de carros e a introdução de alternativas, como bicicletas e patinetes elétricos, tematizam soluções tecnológicas para melhorar a locomoção no Brasil. Todavia, há entraves para garantir a segurança da densidade demográfica perante aos novos meios de transporte, dentre eles, a infraestrutura urbana e o uso consciente de equipamentos de proteção individual.
Em primeira análise, a maioria das cidades ainda não possuem adaptações para tornar seguro os recursos locomotivos. Tal fato é lamentável, já que além de se apresentarem como uma solução para os engarrafamentos, eles também atuam como alternativas saudáveis. Assim, se, por um lado, as novas modalidades contribuem para melhorar a saúde dos brasileiros; por outro, mediante a ausências de vias de acesso, oferecem riscos às suas vidas. Conforme a teoria darwiniana, apenas os mais adaptados sobrevivem. Diante disso, é necessário adequar estruturalmente os municípios para garantir não só a segurança social, mas também a permanência dos novos meios de transporte.
Outrossim, a falta de utilização de mecanismos protetores pelos usuários, agrava a problemática, pois, embora a inserção de ‘’bikes’’, skates e similares na rotina diária da população seja relativamente nova, é incontrovertível que esses meios também causam acidentes, assim como os tradicionais. De acordo com o site G1, só em São Paulo foram registradas mais de 300 acidentes com monociclos e similares, entre Janeiro e Maio de 2019. Dessa forma, é indubitável que a coletividade se consciente e utilize capacetes, joelheiras, e cotoveleiras para se locomover.
Portanto, deve-se analisar maneiras para solucionar os empecilhos que comprometem os métodos incorporados pelas startups. Assim, torna-se imperativo que o Ministério da Infraestrutura, por meio de verbas governamentais, institua iniciativas com o propósito de garantir a segurança dos usuários dos novos modos de transporte, mediante a construção de ciclovias e ciclofaixas em todo o território nacional. Ademais, o poder público deve promover campanhas sobre o uso obrigatório de artigos de proteção em emissoras abertas de televisão e, principalmente, com o auxílio de guardas municipais, aumentar a fiscalização para minimizar efeitos de acidentes. Espera-se, com isso, permitir que o uso da tecnologia não só mova o mundo, como proposto por Jobs, mas faça isso de forma segura.