O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

Enviada em 08/09/2019

A palavra Startup já traz consigo o conceito de inovação, o ato de começar algo novo. Esse conceito foi incorporado ao mundo dos negócios graças à nova geração de empreendedores, geralmente jovens nascidos na era da internet e da tecnologia globalizada e que trazem consigo o constante desejo de vivenciar aquilo que agrupa o novo à ciência e o prazer à rentabilidade.Não demorou a que os investidores vissem nisso um novo nicho para o mercado e montaram fábricas de startups, onde os jovens pudessem receber aporte financeiro e infraestrutura para expandirem suas ideias, abrindo espaço para crescer.Entre elas, surgiram empresas que têm se dedicado ao setor de transporte urbano, um mercado até então mal explorado, carente de alternativas e à beira de um colapso em todo o país.

Nesse contexto, surgiram startups, como a Yellow e a Gris, que tinham como iniciativa mobilizar a população no sentido de substituir o transporte tradicional por bicicletas e patinetes elétricos. Porém, a resposta do público não foi a esperada em função das limitações de infraestrutura para circulação segura, pois as ciclovias eram muito restritas ou destinadas ao lazer dos finais de semana. No entanto, as prefeituras viram nisso uma forma de amenizar seus problemas de mobilidade e passaram a investir maciçamente na oferta de ciclovias mais seguras, para que houvesse maior número de adeptos desse modal de transporte. Além disso, as empresas passaram a incentivar seus funcionários a utilizar esse novo meio de transporte por não ficarem sujeitos aos atrasos e à superlotação dos coletivos. Ou seja, uma iniciativa inovadora, bem própria do conceito de startup, desencadeando mudanças no projeto de mobilidade urbana e se expandindo pelas maiores cidades do país, sucesso absoluto nas cidades.

No entanto, cabe ressaltar que surgiram problemas decorrentes desse novo modal: o número de acidentes envolvendo usuários do sistema tem sido consideravelmente alto. Segundo levantamento do PROCON, a cidade de São Paulo registrou 125 acidentes, entre janeiro e maio desse ano, um aumento de 12,6% em relação ao ano passado. Tal informação deve ser analisada com cautela pois houve aumento no número de usuários e que, apesar de haver regras para utilização e legislação local , não há legislação específica no Código Nacional de Trânsito, deixando lacunas para o usuário imprudente       Em suma, visando atenuar os problemas e o mau uso do sistema são necessárias mudanças pois, sem elas, não existe progresso, conforme palavras do jornalista George B. Shaw. Dessa forma, cabe ao Departamento Nacional de Trânsito, incorporar regras ao Código Nacional de Trânsito, regulamentando as vias permitidas para circulação, o uso obrigatório de equipamentos de segurança e os limites de velocidade. Dessa forma, os municípios podem fiscalizar e multar, de modo que os benefícios alcançados não se percam pelas estatísticas trágicas provocadas pelos maus usuários.