O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 21/10/2019
Desde tempos imemoriais, a mobilidade urbana é uma preocupação governamental. Para os romanos clássicos, a solução foi implementar uma extensa malha rodoviária. Para os incas da antiguidade, muitos rios foram transformados em rotas hidroviárias e pontos móveis de agricultura. Para os brasileiros hodiernos, uma possível forma de mitigar problemas urbanos é através das “startups”. No entanto, sem uma fiscalização adequada e um usuário consciente, os benefícios trazidos por essas pequenas empresas podem ser convertidos em acidentes graves.
Primeiramente, a falta de fiscalização voltada para os produtos desenvolvidos por “stratups” pode gerar consequências nocivas severas. De fato, o planejamento urbano ineficiente é, em muitas cidades, um ponto focal de problemas no que tange o tráfego de veículos e pessoas. O estilo de vida nesses locais tende a ser prejudicial à saúde, visto que gera estresse, poluição e, até mesmo, doenças respiratórias. Dessa forma, alguns cidadãos inovaram e tentaram solucionar essa situação ao criaram métodos alternativos de locomoção. É o caso do patinete elétrico que diminuiu o trânsito e contribuiu para o meio ambiente, mas sem uma fiscalização adequada, muitos acidentes foram causados.
Além disso, o “jeitinho brasileiro” de burlar regras também contribui com a parcial perda de legitimidade das “stratups” em inovar para solucionar problemas de mobilidade urbana no Brasil. Muitos brasileiros acreditam que podem moldar as leis conforme a conveniência da situação em que se encontram. Tal pensamento precisa ser alterado, principalmente quando se trata de um contexto em que a legislação imposta foi promulgada com o objetivo de proteger os cidadãos de possíveis danos físicos ou materiais.
Faz-se necessário, portanto, que o Governo Federal, aliado a empresas privadas de segurança no trânsito, contratem mais pessoas, através da liberação de mais verbas, para fiscalizar o correto uso de meios alternativos de locomoção, uma vez que os mesmos podem ser perigosos quando não utilizados segundo padrões pré-estabelecidos. Ademais, com o intuito de reduzir o mau uso dos equipamentos por parte dos próprios consumidores, psicólogos e advogados devem ministrar palestras, nas escolas, a respeito da importância de não burlar as leis e as consequências para quem o faz, pois os artigos presentes na Constituição foram instituídas para proteger os cidadãos e não devem ser descumpridos. Com isso, a sociedade brasileira hodierna poderá usufruir das inovações trazidas pelas “startups” com o mesmo afinco que os povos antigos desfrutaram de suas rodovias e hidrovias.