O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

Enviada em 11/09/2019

Acidentes. Mortes. Falta de segurança. Esses são alguns fatores que são atribuídos ao uso dos equipamentos disponibilizados pelas startups no território nacional. Nesse contexto, apesar de garantir alguns avanços para a sociedade e para a qualidade do ar atmosférico, muitos são os desafios a serem enfrentados, a fim de acabar com a persistência dos acidentes. Desse modo, ações conjuntas entre o Poder Legislativo e as empresas responsáveis são imprescindíveis para sanar essa problemática.

Em primeiro plano, já são observados resultados positivos em relação às ações das startups na mobilidade urbana do Brasil. Os patinetes elétricos, por exemplo, impediram emissões equivalentes a 6.220 toneladas de CO2 em dois anos -segundo jornal O Globo-. Além disso, a micromobilidade de forma rápida e eficaz melhora a qualidade de vida da população ao assegurar que os indivíduos não vão precisar passar horas estressantes no transporte público para percorrer pequenas distâncias. Isso demonstra os benefícios obtidos pelo meio ambiente e pela população.

A despeito dessa situação, o Brasil ainda é um país com péssimos índices de comprometimento no trânsito. A herança de uma sociedade que não cumpre com suas obrigações no tráfego contribuiu para esse cenário. Esse fato é confirmado quando as pessoas fazem o uso dos equipamentos disponibilizados pelas startups, mas banalizam as regras para usá-los (por exemplo, o uso de proteção), assim como o caso de Roberto que, ao se desequilibrar do patinete elétrico que usava, caiu, bateu a cabeça e morreu, pois não usava capacete. Nessa perspectiva, ficam claros os prejuízos à população.

Torna-se evidente, portanto, que ainda há muito o que ser feito para melhorar o papel dessas empresas no país. Nessa conjuntura, é preciso que as startups em parceria com o Poder Legislativo criem leis que sejam fiscalizadas, por meio de sensores presentes nos patinetes elétricos que, ao a pessoa utilizar o equipamento sem a proteção adequada, ele pare de funcionar, para que seja diminuído a quantidade de pessoas que não seguem as regras. Outrossim, o Poder Público deve rever a legislação de trânsito já existente e criar, caso necessário, novas leis que sejam respeitadas. Assim, sera possível garantir a segurança com a micromobilidade urbana e diminuir o número de acidentes e mortes.