O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

Enviada em 26/09/2019

Na década de 1950, o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, incentivou a instauração da indústria automobilística no país. Naquela época, os veículos eram caros e pertenciam apenas às pessoas mais ricas. No entanto, o Brasil se desenvolveu e, hoje, os carros tornaram-se tão acessíveis que as ruas das principais cidades sofrem a superlotação no trânsito. A fim de melhorar a mobilidade urbana, tem se as startups, com propostas de fluxo rápido e sem poluir o meio ambiente. Todavia, encontram desafios para sua implantação efetiva, bem como vandalismo e falta de infraestrutura.

Cada vez mais, o uso de bicicletas tem sido incentivado no Brasil. Isso porque, além desse meio de transporte colabora para a saúde do corpo, já que este precisa se movimentar, é mais rápido e não emite poluentes na atmosfera. Nesse viés, startups como a “Yellow” e a “Uber Eats”, oferecem serviços por meio do ciclismo. A primeira, como meio de transporte, com um aplicativo a bicileta disponível é localizada e desbloqueadas por um código e a pessoa já sai pedalando, após o uso, basta bloquear novamente, e a segunda, oferece serviço de entrega de alimentos por meio de bikes. Entretanto, um dos grandes problemas enfrentados é a falta de ciclovias, logo, esses ciclistas precisam trafegar nas vias junto aos veículos, local totalmente inadequado para esse transporte. Como consequência disso, segundo o jornal Bom Dia Brasil, apenas em 2014, 1.357 ciclistas morreram no trânsito brasileiro.

Além disso, existem também outras empresas startups de mobilidade urbana, bem como a “Grin” - serviço de patinete elétrico - e a “Riba Share” - compartilhamento de “scooters” elétricas - as duas com a mesma proposta da Yellow, os patinetes e as scooters, são desbloqueados por aplicativos e depois, travados em qualquer lugar, sem posto fixo. Contudo, vandalismos e furtos são um dos principais motivos da não ampliação dos serviços. Haja vista a crescente violência urbana no país. De acordo com o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud), o Brasil tem a terceira maior taxa de roubas da América Latina.

Logo, diante dessas condições, medidas devem ser realizadas. Assim sendo, é necessário que o Governo Federal junto ao Poder Legislativo de cada município, construam ciclovias nas cidades, por meio da criação de uma lei que obriga a existência desse tipo de via, para que a população seja incentivada a utilizar os transportes de bicicletas e patinetes e com isso, as startups possam de fato se efetivarem no país colaborando para uma melhor mobilidade e menos impacto ambiental. Ademais, cabe também ao Governo, reforçar policiais nas ruas, a fim de que os serviços não tão fiscalizados e burocráticos como a utilização dos transportes das novas startups, seja possível, com segurança para os consumidores e sem prejuízos para as empresas.