O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 08/10/2019
Na produção animada BoJack Horseman, os personagens se locomovem através de carros, sem problemas no trânsito. No entanto, a realidade brasileira é diferente: a mobilidade urbana é um empecilho na vida da população, que tem seu refugo em startups, que, sozinha, não é a solução do problema. Logo, faz-se necessária a análise da problemática, visto o tempo que o povo brasileiro passa no trânsito e o aumento do numero de acidentes em transportes alternativos.
Inicialmente, é imprescindível pontuar que a população de São Paulo passa, em média, 2 horas e 43 minútos por dia no transporte segundo o Ibope na Pesquisa de Mobilidade Urbana na Cidade no ano de 2018. A pesquisa apontou, também, que o segundo veículo mais utilizado é o carro com 24% de utilização, ficando atrás, apenas, do onibus municipal. Logo, contribuindo para a complicação do trânsito, visto que veículos individuais, como carros, geralmente nao utilizam de sua lotação maxima. Em São Paulo, a média é de 1,4 passageiro por carro segundo a Companhia de Engenharia de Trafego.
Em contraposição, as startups surgem como aliadas através da disponibilização de veículos alternativos, como patinetes. Porém, junto à popularização das mesmas, ouve um crescimento de 12,6% no índice de acidentes com esses veículos, segundo registros feitos na cidade de São Paulo. Portanto, é evidente a falta de planejamento para com o aumento da utilização desses veículos.
Assim, para que o trânsito brasileiro se assemelhe com o universo ficticio de BoJack Horseman, é inevitável o planejamento da mobilidade urbana. Logo, uma alternativa é a que os governos estaduais e municipais trabalhem em conjunto com as startups de modo à disponibilizar recursos públicos necessários para a implementação segura das mesmas, como ciclovias e ciclofaixas. Assim, o problema de mobilidade urbana seria contornado, visto que pessoas com caminhos mais curtos optariam por esse serviço, desafogando, então, as principais vias.