O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

Enviada em 13/10/2019

Startups são modelos empresariais de pequeno porte que visam atender demandas de forma inovadora. Aliás, no cenário brasileiro, elas vêm para suprir as lacunas deixadas pelo precário planejamento estatal. Assim sendo, essas empresas diversificam as opções do consumidor e, no escopo da mobilidade urbana, facilitam o transporte nas metrópoles. Contudo, a excessiva regulamentação sobre as novas alternativas de locomoção podem frear o progresso que vem sendo conquistado com as novas empresas.

Primeiramente, é importante notar que as startups aumentaram o poder de escolha individual do cidadão brasileiro. Ou seja, serviços que antes eram controlados pelo Estado, como os táxis, agora estão disponíveis em outras plataformas, como o Uber e o Cabify. Essa é uma tendência que Michel Foucalt, ao analisar o exercício do poder no decorrer dos séculos, apontou: a centralização do poder na mão de um Estado forte, como nas monarquias medievais, vem sendo substituída pelo individualismo do poder, presente na sociedade neoliberal hodierna. Dessa forma, as empresas passam a competir pela preferência do consumidor e, como resultado, melhoram a qualidade do serviço e tornam os custos mais acessíveis, como aconteceu com a entrada do Uber no mercado.

Entretanto, essas novas opções sofrem retaliação de políticos apoiadores da manutenção do poder estatal. Há uma série de projetos de lei em discussão na Câmara dos Deputados para impor regulamentações excessivas às startups de mobilidade ubrana, com destaque às empresas de patinetes, como a Yellow e a Grin. Assim, com a grande quantidade de imposições, como obrigatoriedade de seguro para acidentes e de peças específicas na montagem dos patinetes, a empresa é forçada a encarecer o serviço para o trabalhador e, por conseguinte, os usuários não conseguem melhorias nos transportes, já que o serviço público é negligenciado.

Logo, é nítido que há de se manter o incentivo às startups e garantir a segurança no transporte dos brasileiros de maneira menos coercitiva. É indispensável às prefeituras revisar os projetos de lei para alterar obrigações que possam aumentar os gastos das empresas para que elas possam destinar seu dinheiro a novos investimentos em suas tecnologias e garantir um serviço de qualidade ao cidadão brasileiro. Cabe também, aos especialistas em mobilidade urbana, promoverem a divulgação de informações sobre a utilização consciente dos novos meios de transporte com o fito de promover a cidadania. É dessa forma que as startups incentivarão o desenvolvimento de tecnologia entre si e fornecerão aos trabalhadores brasileiros uma qualidade de vida cada vez melhor.