O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 20/03/2020
O colonizador português entendeu a colônia brasileira como um simples território de exploração comercial, atuando de modo desorganizado e imprevisível. Dessa forma, a má mobilidade urbana que decorreu desse processo histórico inconsistente demanda medidas inovadoras para a resolução de problemas intrínsecos à cidade. Assim, os “startups” - pequenas empresas que disponibilizam veículos compartilhados - atuam com o propósito de conciliar qualidade de vida e urbanização. Não obstante, o vandalismo explícito sobre as ferramentas dessas empresas, bem como a falta de estrutura urbana impedem uma atuação efetiva dessas companhias.
Deve-se pontuar, de início, que os pequenos transportes ofertados pelas “startups”, como patinetes e bicicletas, são alvos constantes de depredação, visto a permanente impunidade dessas práticas.
De maneira análoga, as leis explícitas no Código Penal brasileiro que penalizam atos de vandalismo, uma vez que a ineficiente fiscalização permite a impunidade. Desse modo, cientes de que não responderão pelos seus atos, os vândalos continuam reproduzindo seus comportamentos inadequados sobre um patrimônio que visa a melhora da qualidade de vida do coletivo, onde muitas pessoas não levam tão a sério esses problemas.
Portanto, percebe-se que as pessoas não estão necessariamente seguras a usufruir dos meios de transportes dos startups, por não ter uma estrutura adequada para a circulação, consequentemente esses indivíduos estão sujeitos a prováveis acidentes. O Estado falha na garantia de direitos ao cidadão, como a segurança e a integridade, o que impede que os “startups” contribuam, de fato, para um espaço urbano desenvolvido.