O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 31/03/2020
Desde a popularização dos automóveis particulares, durante a década de 1920, o número de carros privados vem aumentando sem parar. No século XXI, devido a problemas de congestionamento, diversas empresas emergentes de base tecnológica têm criado projetos para alterar a situação. Todavia, algumas questões devem ser analisadas, como por exemplo: as consequências ambientais desses projetos e a legislação voltada para a segurança dos indivíduos. Assim, é necessário discorrer sobre o papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Segundo Émile Durkheim, a sociedade é coerciva e influenciadora do indivíduo. Sua teoria aplica-se à situação apresentada na medida em que os idealizadores de projetos das startups fazem surgir ideias viáveis economicamente e no quesito de rapidez, mas que são agressivas ao meio ambiente, como a criação de novas rotas para veículos particulares. Consequentemente, os indivíduos percebem avanço na circulação, porém têm sua qualidade de vida afetada pelos impactos ambientais.
Outrossim, a segurança individual precisa ser discutida, uma vez que alguns projetos inovadores das startups têm legislação ineficaz ou nem mesmo a possuem. Logo, a segurança do indivíduo não é garantida. A necessidade de intervenção e criação de leis nesse sentido é comprovada pelos 125 acidentes com patinetes, bicicletas e afins registrados entre janeiro e maio na cidade de São Paulo, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
Portanto é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente reforce os limites das áreas de preservação ambiental, de modo a impedir a efetivação de projetos que invadam e ameacem as regiões preservadas. Ademais, é de suma importância que o Ministério da Segurança Pública, regulamentarize os meios de transporte alternativos, respeitando todas as leis de trânsito, para garantir a integridade de quem os utilize. Com essas medidas, o papel das startups na mobilidade urbana brasileira será exercido de forma sustentável e segura.