O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 16/04/2020
No início do século XX, o economista Jim O´Neil motivou grandes investidores internacionais a atuarem em países emergentes , dentre esses, o Brasil. Tal fato, contribuiu para o País ascender sua economia gerando a criação de empresas e startups (empresas emergentes), porém, tal evolução não esteve integrada com a mobilidade urbana. Dessa maneira, o estado brasileiro precisa melhorar problemas estruturais a fim de atrair investimentos que possibilitem uma maior atuação desses setores privados. Nesse contexto, faz-se necessário avaliar desafios e efeitos com relação à essas empresas.
Em primeiro plano, percebe-se que, as metrópoles brasileiras apresentam grandes problemas para receber modelos flexíveis de mobilidade. Tal fato é notório na cidade de São Paulo, principal pólo econômico do Brasil, local em que de acordo com Portal G1 apresentou aumento 12,6% no registro de acidentes com o uso de modos alternativos de locomoção. Essa problemática, é acentuada com a ausência de ambientes destinados a tal uso, fazendo com que pessoas utilizem formas diferentes de se deslocar (patinetes, patins,skate) em locais com infraestrutura inadequada. O reflexo disso, é a ascensão de acidentes que contribui para tornar diminuto a atenção de investidores externos no País. Vale ressaltar que, as atuais startup’s nacionais que atuam na mobilidade urbana podem contribuir para melhora da qualidade de vida do brasileiro. Como exemplo, a startup brasileira “Gris”, facilitou o deslocamento de pessoas na cidade de São Paulo fornecendo patinetes elétricos de fácil obtenção. Tal modo de locomoção, proporciona melhoras ambientais como: redução da emissão de carbono, já que o uso do carro é substituído, e redução da poluição sonora, pois é silencioso. Sob esse prisma, é evidente que, essa atuação possui o poder de alavancar o cenário da micromobilidade, fato que já ocorre em países desenvolvidos.
Urge, pois, a necessidade de atuação do governo para melhorar as condições urbanas vinculadas aos modos flexíveis de locomoção. Destarte, o Ministério da Infraestrutura, em conjunto com os Governos Estaduais, devem criar um projeto para estimular o uso de modos alternativos de locomoção, por meio de construções de vias e espaços adequados. Dessa maneira, o País transmitirá um cenário atraente para grandes investidores externos corroborando com o desenvolvimento das startups nacionais que atuam na mobilidade brasileira transformando a vida do brasileiro.