O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

Enviada em 21/04/2020

Deslocar-se de um ponto para outro, dentro de uma mesma cidade, pode ser uma tarefa mais difícil do que deveria. Longas distâncias, centros pulverizados e um custo relativamente alto no transporte constroem algumas das dificuldades que o brasileiro apresenta ao exercer a sua mobilidade. O crescimento expansivo da tecnologia permitiu uma clara transformação em áreas consolidadas na sociedade através das novas possibilidades e dos novos arranjos socioculturais. Em meio a essa revolução nos sistemas, novos métodos surgiram e têm modificado, ou complementado, o pensamento sobre temas como medicina, comunicação e alimentação. Com a mobilidade urbana, essa relação não é diferente.

Em todo o Brasil, estima-se que existam cerca de 62 mil empreendedores e 6 mil startups. O número é mais do que o dobro registrado há seis anos, quando o país ainda começava a discutir o modelo e a perceber o nascimento do novo mercado. Em 2018, o Brasil ganhou seus primeiros unicórnios, termo dado às startups que passam a valer mais de US$ 1 bilhão.

A tecnologia trouxe muitas inovações que permitiram desenvolver e impulsionar a cultura de compartilhamento em diversos setores, tais como hospedagem e mobilidade urbana. As inovações abrangem aplicativos de carona, navegação por GPS, transporte particular e compartilhamento de veículos, também conhecido como carsharing, que possibilitam que tudo seja feito pelo celular.

As chamadas edtechs atuam em setores tão diversos quanto conectar escolas aos pais dos alunos, revisar conteúdos por meio da agilidade da internet e usar elementos lúdicos para melhorar a transmissão de conhecimento.

Mas, para ingressar no universo das startups, não basta ter uma grande ideia. É preciso trabalhar duro, conhecer o cliente a fundo e ter coragem para correr riscos em busca de sonhos ambiciosos.