O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 20/05/2020
O modelo industrial fordista teve como destaque a produção em escala de automóveis e provocou mudanças consideráveis na vida de muitos no século XX. Entretanto, apesar da evolução dos modelos produtivos, com o passar dos anos, o número de veículos circulantes cresceu excessivamente, tornando-se prejudicial à mobilidade das cidades. A partir disso, as startups, empresas jovens e inovadoras, aparecem como uma boa solução para esse problema que assola tantos centro urbanos brasileiros. Essa ideia, se bem aplicada, pode trazer qualidade de vida aos cidadãos e benefícios ao desenvolvimento socioeconômico do país.
A princípio, é válido entender a crise de mobilidade urbana e como a tecnologia das startups surgem como uma saída otimista. Dentro dessa perspectiva, no Brasil, a cultura automotiva ganhou força a partir dos investimentos no modal rodoviário por parte do governo de Juscelino Kubitschek, valorizando a aquisição de carros como símbolo de status social e contribuindo para a priorização desses no deslocamento, pela maioria das pessoas. Para isso, as empresas propõem alternativas como bicicletas e patinetes elétricos para uso individual e, principalmente, pequenas distâncias, evitando, assim, o estresse no trânsito e proporcionando, muitas vezes, a chegada mais rápida ao destino desejado.
Ademais, evidencia-se que a forma de atuação das startups gera ganhos à saúde, ao meio ambiente e à economia. Isso acontece pois o principal objetivo dessas empresas é responder à demanda da população, solucionando um problema de forma inovadora, sendo comum nesse nicho, a utilização de aplicativos digitais para tais fins. A partir disso, sabe-se que o inchaço no trânsito causa não só perda de tempo e estresse, mas também poluição do ar, com emissão de gases tóxicos e poluição sonora, agravando o aquecimento global e as doenças respiratórias e auditivas. Dessa forma, usar aplicativos que oferecem o transporte não poluente e silencioso, como os patinetes, é investir em qualidade de vida e no crescimento econômico - proporcionado pelo aumento da circulação de pessoas e bens, graças à boa mobilidade, e pelo fortalecimento dos empreendedores desse tipo de negócio.
Sendo assim, medidas são necessárias para ampliar a participação das startups no mercado e, com isso,mitigar o problema de mobilidade urbana. Por parte do Governo, é primordial investir mais recursos em ciência e pesquisa para que o conhecimento sobre essa crise seja estendido a um número maior de pessoas que estejam dispostas a desenvolver tecnologias úteis a essa área, criando, inclusive, alternativas para o transporte coletivo, ainda negligenciado. Isso pode ser feito por meio da ampliação dos tecnopolos e do fornecimento de bolsas aos universitários interessados nesse projeto. Com isso, a tecnologia poderá ser utilizada a favor da humanidade e o desenvolvimento do país será incentivado.