O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 20/07/2020
No fim do século XX, Juscelino Kubitschek, político brasileiro, mudou a vida e a rotina de milhares de brasileiros com a introdução de uma nova realidade urbana e moderna. Tal mudança se baseou na inserção de um modelo civil análogo ao europeu. Fora da historiografia, a atualidade não é distinta, haja vista que diversas startups vinculadas ao transporte surgiram com o intuito de facilitar o dia a dia do morador local. Porém, não só a ínfima segurança ao usuário, mas também alguns empecilhos acerca das diretrizes dessas empresas dificultam a excelência dessa nova proposta no mercado.
A priori, é indiscutível a importância da segurança nos dias atuais, pois essa está assegurada a todos os cidadãos na Constituição Federativa de 1988 como um direito inalienável à vida. Posto isso, segundo o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBMESP), São Paulo registro 125 acidentes com bicicletas, patins e monociclos, tais meios de transporte são fornecidos pelas novas companhias emergentes. Nesse sentido, nota-se uma inconsistência no sistema de segurança das instituições envolvidas e, consequentemente, fatores prejudiciais aos portadores desse serviço.
Ademais, é nítido que na contemporaneidade as empresas que estão envolvidas de forma direta com seus clientes devem trazer nos seus serviços, principalmente, conforto, qualidade e um bom custo econômico, dessa forma, a aceitação do publico alvo será imediata. De acordo com o jornal virtual Uol Notícias, o Brasil é um dos dez países mais desiguais do mundo o que também corrobora num péssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Sob esse prisma, o projeto moderno encaminhado ao Brasil deve se adequar com a realidade do país, especialmente, no que tange o quesito: renda.
Dado o exposto, infere-se que reformulações conjunturais são necessárias acerca do transporte nacional. Sendo assim, cabe ao Poder Legislativo, instância máxima na criação de leis isonômicas, instaurar um acordo entre o Estado e as novas startups, esse deve ser feito por meio de documentos legitimados, com o intuito de oferecer um melhor amparo para a população. Desse modo, todos os direitos civis do cidadão estarão garantidos e, consequentemente, haverá uma elevação na qualidade dos serviços prestados pelas novas companhias, em todos os aspectos. Assim, os moradores sentirão um sentimento análogo ao vivenciado pela população da década de 50.