O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

Enviada em 11/08/2020

A segunda metade do século XIX trouxe inúmeras mudanças ao meio social, econômico e político. Nesse recorte, as startups dispõem de um papel fundamental na mobilidade urbana, porém enfrentam mazelas constantes. Assim, fatores como a depredação da infraestrutura aliada à pouca acessibilidade estão inseridos nessa esfera. Dessa forma, são necessárias mudanças sociais a fim de reduzir esse quadro problemático.

A priori, destaca-se a depredação das infraestruturas. A vista disso. pesquisas da Universidade Federal do Pará mostram que grande maioria das estações de bicicletas alugáveis implantadas pela iniciativa privada necessitam de constantes demandas de recursos em razão do constate vandalismo. Nesse sentido, embora pouco reconhecida, essa iniciativa, busca promover o acesso a várias áreas da cidade sem a necessidade do uso de veículos automotores, no entanto, uma pequena parcela, visa o ganho de poucos trocados com a venda das partes roubadas dificultando, ainda mais, a continuidade do programa que, aos poucos, está perdendo sua força. Dessarte, a educação é essencial com o intuito de mudar esse comportamento.

Além disso, observa-se a pouca acessibilidade a esses projetos. O Brasil República é o exemplo de crescimento desordenado e pouco planejamento urbano, uma vez que as cidades do sudeste demandaram medidas atendidas tardiamente. Com tal característica a metrópole do Rio de janeiro cresceu e, à medida que a cidade era modernizada, ela passou a expulsar os menos abastados para as periferias. Porém, o atual cenário brasileiro é semelhante, uma vez que a acessibilidade tanto social quanto estrutural da cidade enfrenta problemas, a exemplo da escassez de espaços que utilizem da tração humana dos quais concedem prioridade aos veículos e a localização desses programas, que se encontram em sua maioria em espaços elitizados. Dessa forma, é importante uma readequação do espaço de forma cautelosa.

Portanto, é evidente que as startups enfrentam problemas, no entanto sua contribuição à sociedade é de grande amparo. A fim de sanar essas mazelas, a Escola deve atuar de forma mais efetiva na educação desse cidadão, por meio da inserção de aulas de Direitos Civis - formando um cidadão mais crítico e consciente - com o objetivo de construir a ideia do: “público também é meu”. Outrossim, o Estado deve auxiliar essas iniciativas, sobretudo, de cunho privado – como as Parcerias Públicos-Privadas (PPP) – por meio da injeção de capitais, a fim de promover a atuação em larga escala. Desta maneira, aos poucos, a mudança estará sendo encaminhada.