O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 11/09/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o papel das “startups” na mobilidade urbana brasileira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do Governo e das empresas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o Governo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades. Como consequência disso a falta de investimentos na infraestrutura, o jornal da globo apontou dados que o Brasil poderia ter melhora na ordem de 1% ao ano no PIB se investisse em infraestrutura, segundo estudo da Fundação Dom Cabral. Desse modo, faz-se mister de reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que as empresas como promotor do problema, a falta de regulamentação desses serviços ainda gera anomalias que devem ser resolvidas. Sob essa perspectiva, Zygumt Bauman, em seu livro ‘‘Globalizaçã as territoridade", das empresas atuais que não se responsabilizam pelas consequências locais de seus empreendimentos. De maneira análoga, essa ideia é ilustrada, por exemplo, no problema no problema gerado pelos patinetes e bicicletas que podem ser alocados em qualquer lugar da cidade, inclusive em calçadas, o que gera dificuldade de locomoção para deficientes e idosos. Além disso, já ocorreu na Belo Horizonte o primeiro caso da morte pelo uso de um patinete elétrico, entretanto nenhuma medida ainda foi tomada.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a regulamentação para o uso desses serviços, por meio de uma comissão formada por urbanistas, engenheiros de trânsito e especialistas na área, que irá definir as vias adequadas para a circulação desses meios de transporte, bem como planejar a construção de novas ciclovias, delimitar onde deverão ser alocados e quais as especificações técnicas de segurança e limite de velocidade deverão ter, a fim de proporcionar um ambiente mais seguro e viável para a população. Desse modo, atenuar-se, em médio e longo prazo, o impacto nocivo das “Startups”, e a coletividade alcançará a Utopia de More.