O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 01/12/2020
Embora o Brasil tenha tido preferência pelo modelo rodoviário de mobilidade urbana centrado em carros, sobretudo, desde os anos JK, observa-se, hoje, uma tendência a utilização de novos veículos, como patinetes e skates, mais versáteis e eficientes, por meio das startups de mobilidade urbana. Desse modo, uma análise dialética voltada à discriminação dos pontos positivos dos negativos, junto à síntese, faz-se necessária.
Em primeiro lugar, é fundamental a pontuação de aspectos contrários a essas iniciativas privadas de locomoção urbana. Nesse sentido, nota-se uma série de características negativas, tais como a dificuldade na fiscalização desses novos meios de transporte, haja vista a quantidade de veículos nas cidades em comparação a todos os aparatos necessários a sua monitoração, como funcionários e câmeras, e a sua relativa dependência do Estado em âmbitos de saúde e infraestrutura, pois não apresentam nenhum tipo de seguro saúde ou prestação de socorro, bem como não executam reparos nas ciclovias que utilizam.
No entanto, é, do mesmo modo, imprescindível a marcação de características a favor dessas startups no deslocamento urbano brasileiro. Nessa perspectiva, verifica-se, uma menor quantidade de poluição sonora, tendo em vista os seus motores elétricos ou a ausência deles, espacial, visto que são veículos individuais e, por isso, pequenos, e, em especial, ambiental, dada a sua ausência de motores a combustão. Além disso, serve de resposta ao transporte coletivo brasileiro de má qualidade e, de acordo com a revista Forbes, que diz que o preço médio da passagem em São Paulo está entre as 30 mais caras do mundo, de elevado custo.
Depreende-se, portanto, que os pontos positivos a essas startups são maiores em quantidade e melhores em qualidade, o que demanda, por consequência, que a sociedade brasileira assimile a presença delas na questão da mobilidade urbana. Para tanto, o Ministério da Infraestrutura, principal órgão responsável pela construção e manutenção das vias públicas e gestão dos transportes coletivos, deve incorporar em suas políticas o apoio a essas startups. Isso mediante concessões e benefícios fiscais e auxílios na fiscalização de suas rotas públicas, em busca de infratores, e com a finalidade de que essas iniciativas privadas, tão boas, no que diz respeito ao deslocamento nas cidades, se proliferem no Brasil.