O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

Enviada em 06/08/2021

Inovação na mobilidade urbana

A mobilidade urbana é definida como a facilidade de deslocamento das pessoas e bens na cidade, com o objetivo de desenvolver atividades econômicas e sociais no perímetro urbano de cidades, aglomerações urbanas e regiões metropolitanas. Devido à extrema desigualdade socioeconômica no Brasil atualmente, essa mobilidade e a situação urbana no país como conceito geral se encontram numa situação dificultada. Nessa perspectiva, o surgimento das “startup” apresenta diversos benefícios as metrópoles, de maneira a amenizar e promover maior fluidez no trânsito, atrelada a projetos altamente tecnológicos e eficazes.

“Startups” são definidas como empresas de potencial emergente, escaláveis e que utilizam de artifícios para ampliar seu desenvolvimento. Prova disso, tem-se organizações como a Uber, Ifood e Yellow, respectivamente, aplicativos para transporte automotor, entrega de alimentos e modal urbano não poluente. Nesse cenário de inovação, elas possuem a capacidade de gerar meios alternativos de deslocamento que podem ou não contribuir para sustentabilidade. Nesse contexto, faz-se clara sua importância e seus impactos na mobilidade das cidades brasileiras.

Outrossim, a segurança individual precisa ser discutida, uma vez que alguns projetos inovadors das “startups” têm legislação ineficaz ou nem mesmo a possuem, logo, pela falta de regras coercivas e fiscalização dos meios de transporte alternativos, a segurança do indivíduo não é garantida, como a disponibilização de patinetes elétricos em São Paulo, pela empresa Gris.

Dessa forma, é importante que o Estado brasileiro tome medidas diligentes que promova o papel democratizador e seguro das novas “startups” de mobilidade urbana no país. O Ministério dos Transportes deve desenvolver uma agência nacional reguladora desses aplicativos que seja articulada com orgãos de defesa, a fim de garantir a fiscalização dessas ferramentas.