O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 30/03/2025
Na entrevista à Exame, Victória Aguiar, head de marketing da Whoosh, relatou a dificuldade de desvincular a imagem do patinete, tido como um objeto de diversão, para uma alternativa de mobilidade urbana. Nesse sentido, nota-se que há entraves no que tange ao papel das startups na locomoção. Assim, é crucial destacar como causas do problema a má formação midiática e a infraestrutura urbana.
A princípio, é preciso salientar como propulsora da problemática a lacuna no meio midiático. Segundo Benjamin Disraeli, o homem mais bem-sucedido é aquele que dispõe das melhores informações. Diante do exposto, é notório que nos meios de comunicações não é debatido sobre a funcionalidade da micro-mobilidade e de seus impactos no meio ambiente, a exemplo a redução da emissão do dióxido de carbono. Dessa forma, essa alternativa locomotiva não é estimulada na sociedade.
Além disso, outra configuração para o empecilho está na precariedade da infraestrutura das ruas. Conforme Aristóteles, filósofo grego, a política deve ser articulada pelos homens a fim de atingir o equilíbrio social. Sob esse viés, é perceptível que o Estado não destina verbas para a manutenção das estradas e rodovias, essa displicência ocasiona em acidentes e inviabiliza proposta de novos empreendimentos, que visam disponibilizar alternativas sustentáveis de mobilidade, por exemplo o uso de patinetes eletrônicos.
Portanto, é importante uma intervenção pontual no que concerne ao papel das startups na locomoção urbana. Desse modo, urge que o governo crie projetos de manutenção na infraestrutura das estradas e rodovias, por meio de verbas públicas, com o intuito de viabilizar propostas de micro-mobilidade pelas startups. Ademais, contará com a divulgação das mídias sobre a funcionalidade e a necessidade de ter alternativas de transportes sustentáveis. Feito isso, o cenário brasileiro deixará de reduzir o patinete a apenas um meio de diversão.