O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 26/10/2019

Na obra “Utopia”, de Thomas More, o escritor retrata uma sociedade perfeita na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o patriotismo em questão, no Brasil, apresenta índices negativos, visto que a população que se difere entre os espectros políticos, optam por escolher políticos  que pregam ignorância, as quais negligenciam o significado da palavra patriotismo.

Antes de tudo, é importante esclarecer como a escolha de políticos que pregam a ignorância está diretamente associada ao fim do patriotismo no Brasil. Nesse sentido, é de senso comum - ou deveria - que políticos que influenciam os discursos de ódio são populistas, por exemplo, o governo de Hitler, no qual o presidente alemão, pregando pela supremacia racial, conseguiu apoio dos alemães. Sendo assim, essa problemática retarda a resolução, já que a ignorância contribui para a perpetuação desse quadro.

Ademais, como consequência disso, nota-se que a população, em vez de defender a busca por um país melhor, acaba lutando por políticos que apoiam a intolerância. Sob perspectiva socióloga de Zygmunt Bauman: “Enquanto houver quem alimente a intolerância, haverá quem defenda a discriminação”. Nesse espectro, para a resolução desse empecilho, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, necessita de um ensino capaz de estimular a reflexão e, dessa forma, libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado - neste caso, a ignorância.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do discurso de ódio na sociedade brasileira. Com o intuito de resolver a extinção do patriotismo no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Estado, por intermédio do Ministério da Educação, acometa em ensino, estimulando o pensamento refletivo por meios de apostilas e e-books para garantir, assim, uma educação política que faz-se uso do patriotismo. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, a Utopia de More.