O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 18/10/2019

A polarização na política é algo comum desde a Revolução Francesa, em 1789, entre Jacobinos, identitários dos ideais de esquerda, ditos progressistas, e os Gerondinos, identitários dos ideais de direita inclinados a defesa da monarquia, ditos conversadores.  Desde então, questões atreladas ao patriotismo encontraram-se deturbadas e ligadas, diretamente, a um modelo político. No Brasil, evidencia-se uma dinâmica similar ao seguir os mesmos passos de polarizar o cenário governamental e colocar o patriotismo em desarmonia. Nesse sentido, faz-se necessária a discussão acerca do patriotismo em questão no Brasil a partir da dependência de interpretações políticas.

Por conseguinte, Rousseau, em o Contrato Social, aborda a problemática da pátria e da liberdade. Segundo o autor, a noção de pátria está adstrita a criação da propriedade privada e a consequente desigualdade, na medida em que evoca no indivíduo o envolvimento com a posse e o Estado. Nessa dialética, a contradição com a liberdade é vista no decorrer da argumentação que segue a ideia de libertação da convivência social dependente, ou seja, o homem quando perde seu patriotismo, torna-se vazio. Em decorrência, para estar livre, é preciso estar atravancado a pátria.

Contudo, ao remeter a hermenêutica de polarização política, nota-se que Rousseau apontava na propriedade privada a origem da discordância e, atualmente, da divergência política. Assim, sustentado na premissa de individualismo, o ser humano procura expressar sua posição apoiado em um discurso que se diz verdadeiro, no entanto, mostra-se inválido. De acordo com a revista A Carta Capital, a partir de um artigo escrito pela psicanalista Christian Dunker, a polarização política no Brasil criou um muro entre esquerda e direita e impossibilitou uma união patriota entre as duas partes.

Portanto, de acordo com as informações apresentadas, medidas são necessárias para informar, bem como destacar, a importância da defesa do país. O Ministério da Relações Internacionais em conjunto com o comunidade, deve elaborar programas que visam salientar a relevância da união diplomática, independente da perspetiva individualista que acomete o cenário político. Logo, uma parceria do MEC com as escolas, faz-se imprescindível para elucidar sobre o tema para que os alunos, em especial as crianças, consigam avaliar com seriedade o valor de trabalhar em união e aclamar a convicção de patriotismo.