O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 21/10/2019
No Brasil hodierno, o sentimento de patriotismo dos brasileiros pelo seu país está cada vez mais escasso. Assim, na década de 80, o Brasil viu uma geração que cresceu em meio à ditadura se levantar e lutar pelo direito de participar politicamente na vida do país por meio do voto. No entanto, no Brasil, uma relação brasileira com uma nação apática e indiferente, há uma impressão imaginada usando julgamentos unilaterais e depreciativos do país. Logo, essa problemática é um desafio a ser superado por toda a conjuntura social.
Em verdade, a escola literária do modernismo brasileiro representa uma correção que buscava romper os padrões da época. Nesse sentido, o Movimento Pau-Brasil, lançado por Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, visualiza uma retomada do ufanismo, de modo a redescobrir a literatura nacional, valorizando uma abordagem patriótica. Na sociedade moderna, no entanto, o momento de crise em diversas esferas da sociedade aponta para uma falência do modelo tradicional de participação política. Com isso, segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é apenas mais uma prova disso. Porém, essa questão, é cultural fomentada dentro de casa, com famílias que preferem ignorar o assunto a ter discussões críticas sobre o tema, e na escola, que valoriza muito o conteúdo, mas pouco prepara o aluno para a realidade do “ser cidadão”.
Outrossim, o sentimento de inferioridade da nação tem respaldo histórico e social, porém, a ausência de políticas de valorização da identidade nacional ratifica esse cenário. Assim, conforme preconizado sociólogo Zygmunt Bauman, em sua tese ‘‘Modernidade Líquida’’, vive-se na época em que a vida social passa a ter como centro a existência do individualismo. Diante disso, acontece a dissociação entre indivíduo e sociedade, fazendo com que o sujeito não exerça seu importante papel de cidadão. Logo, ao prevalecer o interesse individual em detrimento do coletivo, manifestações semelhantes às “Diretas Já’’ perdem o seu grande significado, visto que os indivíduos não se interessam mais em lutar pelo seu país nem pelo bem-estar comum, além de não conhecerem seus direitos e deveres, o que facilita consequências como a manipulação e a corrupção, duas faces trágicas da falta de patriotismo no país.
Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de recriar o sentimento de patriotismo na sociedade brasileira. Para tanto, o Governo Federal por meio do Ministério da Educação deve criar projetos em parcerias com as Secretarias de Educação, que visem incentivar o comportamento cívico da população, por meio da implantação, nas escolas públicas e privadas, da semana do ‘‘Civismo na Escola’’ em que sociólogos e historiadores estimulem reflexões críticas sobre patriotismo com a promoção de atividades relacionadas ao tema. Além disso, cabe às ONGs criar projetos sociais, por intermédio de palestras e debates com especialistas, semanalmente, em âmbito social, com intuito de debater sobre essa questão com as famílias para que essas possam orientar seus filhos sobre a importância do patriotismo.