O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 21/10/2019
A escola literária da primeira fase do Modernismo brasileiro representou uma corrente que buscava romper com padrões europeus. Nesse sentido, o Manifesto Antropofágico, lançado por Oswald de Andrade, visava a produção própria e característica da arte brasileira, valorizando a abordagem patriótica. Entretanto, no Brasil contemporâneo, a relação do brasileiro com a nação é apática e indiferente, além da educação não priorizar o patriotismo. Nessa perspectiva, essa problemática é um desafio a ser superado por toda conjuntura social.
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, um dos aspectos da pós-modernidade é o individualismo possessivo, a qual o cidadão não entende sua relação com a sociedade e se sente impotente frente ao mundo. Sob esse viés, o não reconhecimento da pessoa para com os valores da pátria faz com que esse não exerça a cidadania e julgue que sua ação não terá mudança alguma na nação. Logo, é preciso resgatar o patriotismo para que os cidadãos exerçam a prática dos direitos e deveres.
Outrossim, vale ressaltar, que a problemática é corroborada pelo aspecto sociocultural, visto que a esfera pós moderna a qual a organização social está inserida, designa um cenário de ausência de valores morais e cívicos, que pode ser observada no desvio de verbas, na deterioração de patrimônios públicos, e principalmente na educação, haja vista que o currículo escolar não prioriza valores nacionais e o conhecimento das raízes do brasil.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para resgatar a identificação da nação brasileira. Para que haja uma educação moral e cívica, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), crie, por meio de verbas governamentais, materiais didáticos que valorizem símbolos nacionais e ensine a prática da cidadania. Assim, será possível quebrar o paradigma do ultra individualismo e promover uma sociedade mais coletiva com cidadãos que entendam, que respeitem e que se orgulhem de sua pátria.