O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 22/10/2019
O genocídio da identidade do Brasil.
Sabe-se que o patriotismo é gerado a partir do sentimento de pertencimento e representatividade dos habitantes com o seu país. Se temos a falta desses elementos, a pátria se divide. É este o cenário do Brasil, que vem negando suas origens desde a America Portuguesa.
Naquela época, os índios foram mortos e os que sobreviveram à chegada dos portugueses, foram catequizados e tiveram sua cultura anulada. Já os negros, mesmo com a abolição da escravidão em 1888 não foram integrados à sociedade, pelo contrário, essa grande parcela da população não recebeu nenhum amparo e até hoje sofre com preconceitos. A última parcela da formação do país ficou com os emigrantes europeus, que se espalharam pelo território e se misturaram aos demais, formando culturas regionais.
Soma-se a isso, a ausência de políticas públicas para formar uma identidade nacional que englobe os seus habitantes e as suas origens, geramos um povo mais preocupado em lutar internamente do que avançar como unidade. Ou seja, quando as regiões ou pessoas entram em divergências, como nas eleições de 2014 ou 2018, vemos que a violência e a xenofobia são retomadas. Dessa forma, torna-se claro que a população enxerga o outro como estranho e não se reconhece como pátria.
Em 2008 entrou em vigor uma lei para os currículos escolares abordem a história africana e indígena, mas isso ainda não acontece. Faltou preparar os envolvidos para que ela fosse colocada em prática. Primeiramente, os professores deveriam ser preparados pelas universidades para abrangerem essa temática . Além disso, o Ministério da Educação precisa fiscalizar se as escolas estão aptas e se os professores estão aplicando essas aulas. Para mensurar o resultado, os exames como ENADE (para os professores) e o ENEM (para os alunos), podem contar com questões que abordem esse tema que é essencial para a formação do sentimento de patriotismo e da nossa cidadania.